Política

Sinserm pede 11% e cobra servidor

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) definiu em assembléia realizada no início da noite de ontem, na sede da entidade, no Centro, que vai reivindicar reposição salarial de 11,66% e mais um adicional incorporado ao salário de cada servidor de R$ 130,00, independente do piso, como parte da reposição das perdas desde o período da gestão Nilson Costa, em 1999.

As reivindicações vão compor a pauta da campanha salarial deste ano que será entregue ao prefeito Tuga Angerami (PDT) em audiência marcada para esta quinta-feira, na prefeitura. A data-base da categoria é em 1º de março. Para colocar a campanha nas ruas, a direção da entidade também cobrou a presença dos servidores.

Ontem, a assembléia contou com cerca de 70 servidores, entre ativos e aposentados, apesar da divulgação da reunião por boletim impresso interno e comerciais em veículos de comunicação. Entre os presentes, cerca de 20% eram servidores lotados no Zoológico Municipal. A Secretaria de Obras contou com outros 10% de presentes, mesmo índice de participação verificado por integrantes da educação e por aposentados. Os demais eram funcionários de outras pastas. O sindicato tem 2.600 sindicalizados em Bauru.

O advogado do sindicato e militante do PSTU, Sandro Luiz Fernandes, chamou a atenção para a participação. “A reflexão que eu peço que vocês levem aos colegas é se a categoria não compareceu aqui porque abre mão da reposição salarial do período anterior ou porque os servidores acham que o Tuga não vai conceder nada. O sindicato está aqui com toda a diretoria”, advertiu em discurso aos participantes.

Perdas acumuladas

A diretora da entidade, Eliane Koti, apresentou estudo que aponta que as perdas salariais em aberto do período Nilson Costa atingem 73,35% Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM). Segundo as contas da entidade, o indicador já contempla a reposição concedida pelo governo anterior, de cerca de 29% em quatro anos. “Só de 2004, a reposição garantida pela Constituição é de 11,66%, pela inflação”, citou.

Descontada a reposição de 11,66% e o adicional de R$ 130,00 para cada servidor, a entidade argumenta que ainda fica um residual de perdas de 35,22%. “Não aceitamos que o adicional seja por abono. Tem que incorporar porque é perda. Os 11,66% são reposição da inflação de 2004. O restante nós negociamos até parcelar”, comentou.

Já Eliana Martins pediu que a pauta seja divulgada nos locais de trabalho. “Vamos aos locais de trabalho perguntar se os servidores abrem mão do acumulado. Não aceitamos a desculpa do limite de despesa com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) porque a Constituição está acima e garante a reposição”, abordou.

O servidor aposentado Osvaldo Ramos de Oliveira completou: “A lei fiscal não foi utilizada para dar o aumento aos secretários. Valeu os R$ 6 mil. E para nós agora vai valer?”, protestou referindo-se aos vencimentos dos titulares de secretarias que era de R$ 3,6 mil até o final de 2004.

A pauta completa inclui outras reivindicações que abrangem itens como melhorias de condições de trabalho e revisão na distribuição da grade salarial. O secretário Municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque dos Santos Neto, informou que vai aguardar o protocolo oficial da pauta para discutir o tema com o prefeito.

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