Bairros

Semma aposta no planejamento

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

Antes de tentar atacar os problemas que afligem os fundos de vale da cidade, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) está investindo na elaboração de um diagnóstico detalhado sobre o quadro ambiental de Bauru. Para isso, uma empresa especializada no assunto foi contratada via licitação para fazer uma “fotografia” de toda a situação na cidade. O serviço, orçado inicialmente em R$ 104 mil, foi fechado por R$ 90 mil.

Segundo o titular da Semma, Carlos Barbieri, o levantamento vai gerar um diagnóstico ambiental e de recursos hídricos da cidade, com detalhamento sobre as situações da vegetação, do solo e dos fundos de vale, entre outros aspectos.

Já nesta fase, Barbieri contará com a ajuda do professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Recentemente, a Semma acertou com a Esalq, um dos principais centros de excelência agronômica do País, um convênio de assessoria técnica para desenvolvimento de projetos ambientais.

Considerado um dos principais consultores em nível nacional na área de floresta, Rodrigues vai instrumentalizar a empresa para que esta inclua em seu levantamento apenas as informações que são realmente relevantes ao município.

“Com este diagnóstico em mãos, poderemos elaborar um plano de gestão ambiental, que será o início para a cidade se adequar à Agenda 21”, diz Barbieri, numa referência ao conjunto de preceitos de desenvolvimento sustentável estipulado pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Ações imediatas

A despeito da elaboração deste diagnóstico ambiental de Bauru, a Semma já tem programadas algumas intervenções relacionadas com os fundos de vale. Para Barbieri, a eliminação das principais questões dos fundos de vale representa a solução de 80% dos problemas ligados a saneamento, meio ambiente e saúde pública. “Atacar esta questão fará com que problemas relativos à dengue e à leishmaniose, por exemplo, tendam a zero”, avalia.

O secretário diz que já estão concluídos dois projetos de parques em fundos de vale (Água do Castelo e Água Comprida). Está em fase de conclusão um outro projeto de parque, desta feita para o córrego Água do Sobrado. Além disso, já está programada a construção de pelo menos cinco barragens - no Rio Bauru e nos córregos da Grama (2), da Ressaca e da Forquilha.

Com este planejamento em mãos, conta o secretário, o próximo passo será o trabalho de captação de recursos, já que “dinheiro não há mesmo”. “Mas com tudo planejado, este trabalho fica mais fácil. Além disso, estou convencido que, em alguns casos, é possível resolver grandes problemas com poucos recursos”, diz.

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