José Maria Alckmin, político mineiro, era conhecido por sua habilidade política e, muito mais, por seu decantado pão-durismo. Certo dia, um grupo de freiras percorria os gabinetes dos deputados federais em busca de doações para uma entidade assistencial ou obra de caridade, como eram mais conhecidas na época. Um parlamentar atendeu as freiras, efetuou sua doação e não teve dúvidas em perguntar às religiosas:
- As senhoras já foram ao gabinete do deputado Alckmin? Ele é católico fervoroso e fica muito chateado quando não solicitam sua colaboração para as obras de caridade. Dito isto, mostrou as elas a localização do gabinete do pão-duro e enquanto para lá se dirigiam, o parlamentar avisou alguns parlamentares amigos foram também ao gabinete do político mineiro.
O espanto foi geral quando o sovina tirou o talão de cheques, passando a preencher um, e o melhor, com uma vultosa quantia, dobrando-o e entregando -o às religiosas. As freiras saíram, os parlamentares começaram a conversar sobre as atividades políticas e, decorrido algum tempo, as mulheres retornaram:
- Deputado... o senhor esqueceu de assinar o cheque...
- Irmã... Deus nos ensina que nossas ações de caridade têm que ser anônimas!!! Como poderia assinar o cheque? Se assim o fizesse estaria indo contra os preceitos divinos!!!
Outra do pão-duro:
Certo dia, o deputado foi parado na rua por um rapaz apavorado:
- Doutor... o senhor precisa me ajudar... minha mulher ganhou nenê e estou completamente desprevenido... sem dinheiro algum! Conto com o senhor!!!
- Meu filho... se sua mulher estava grávida e você sabia disto há quase um ano e está desprevenido... imagina eu... que só fiquei sabendo agora! Impossível ajudar!...(contada por Antonio Pedroso Júnior)