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Gestão empresarial


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Durante a consolidação do diagnóstico de uma situação em uma empresa nos damos conta de uma dificuldade muito maior do que os distúrbios que atrapalham o bom desenvolvimento da equipe, prejudicando bastante os resultados. Essa referida causa é motivo bastante freqüente nas avaliações e trás consigo uma dificuldade na condução da orientação dos caminhos a serem sugeridos pelos profissionais, devido à real percepção com relação ao que vamos chamar de diagnóstico diferencial. Muitas vezes, vemos que determinado grupo tem em seu seio um determinado membro, que é competente, bem preparado, mas que apresenta dificuldades de relacionamento com seus pares. Isso se dá por dois aspectos importantes: a sua educação e os seus princípios, pois eles dizem respeito à formação desse profissional.

É muito importante que nos detenhamos um pouco nesses dois tópicos. Sofremos, atualmente, de uma flexibilidade muito grande em nossos padrões, a ponto de sermos levados a uma condescendência com nossos princípios, de modo que certas distorções passam a serem encaradas como “normais”, tanto socialmente, como pessoalmente e aceitas, o que em pouco tempo vai estar disseminado e assimilado, trazendo consigo uma série de “defeitos” nos diversos círculos – sociais, familiares e profissionais.

Já observamos em algumas empresas o que foi colocado acima, e isso nos dá muitos recursos para entendermos que qualquer condescendência ou “tolerância” conosco, nesses princípios, os quais devem nos reger, nos levam a problemas com nossos colegas de trabalho, para o grupo no qual estamos inseridos e para a empresa. Esse tópico é facilmente diferenciado dos colocados anteriormente, pois eles privilegiam o indivíduo ao grupo e de forma desleal, muitas vezes desonesta, escondendo distúrbios sérios como inveja negativa, ambição desmesurada e modos de operabilidade pouco decentes, mas que essa pessoa não entende como errado, mas sim algo até “bom”, pois seria uma atitude até louvável e para o bem da empresa, mesmo porque esse indivíduo entende essa falta de ética como arrojo e agressividade profissional.

O outro aspecto a ser comentado é a educação, intrinsecamente ligada ao tópico anterior, e que também traz algumas considerações importantes. Uma delas é a freqüente confusão entre educar e estudar, como se fossem sinônimas e tratadas da mesma forma.

Educação é a soma da informação, conhecimento (estudo), vivências, experiências, etc, portanto, algo muito complexo e de grande investimento por parte do indivíduo. Quando nos referimos a alguém como educado, estamos querendo dizer tudo isso acima, referente a ele, e não simplesmente que é alguém que estudou!

Nessa nossa experiência temos encontrado muitos profissionais muito estudados, mas nem sempre igualmente educados e ou éticos, enquanto que a educação e éticas deveriam ser alicerces de toda a formação desses indivíduos. Muito frustrante para nós vermos profissionais tão preparados, porém, com códigos internos tão “flexíveis”, “tolerantes”, que acabam por deixar a impressão de que este se rege pelo princípio da “vantagem”, o que também é uma questão de tempo para mostrarem que só estudo não dá conta de seu sucesso. (O autor, Lindolfo Nunes, é psiquiatra e psicanalista)

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