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Dissecando o universo


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Pode-se classificar o mundo de velho completamente desvairado? Sim, inegavelmente, considerando-se que não se têm razões bem suficientes para deixar de fazê-lo, eis que está o universo incrustado de problemas que não o livram da pecha e até mesmo o incriminam muito. É bastante olhá-lo de frente, olhos desejosos de perceber, com toda firmeza, as fraquezas que ele esconde em suas indefectíveis entranhas e as deixa presas, evidentemente, a uma série de graves destroços.

Os conflitos raciais que ocorrem falam muito bem disso, mostrando o que agita no Iraque, Japão e outras regiões, onde se destaca uma avalanche cruel de sequestros, assassinatos e outras tragédias envolvendo políticos e figuras importantes em diversas áreas. Ora, em uma nação evidentemente comedida, pacífica, educada, consciente de suas responsabilidades sociais e humanas, tais deslizes não ocorreriam de forma nenhuma, porque suas populações se acomodariam fraternalmente, fugindo de tudo quanto pudesse provocar-lhes aflições. Mas tal não ocorre com as que partem sempre para a desídia, a truculência, etc, não sentindo na própria pele os seus desumanos efeitos, muitos deles totalmente fatais quando não cobertos por outros tipos de dramas, iguais aos que fazem hoje da tradicional Bagdá uma das mais pecaminosas cidades do universo, onde tudo ocorre de péssimo e vergonhoso, não a isentando dos pecados da insensatez e da criminalidade.

Vejam-se, por exemplo, as banalidades cometidas em suas zonas urbanas, sempre massacradas por fuzilarias sem fim, matando pessoas e demolindo edifícios. Não as omitem, por isso mesmo, os enfoques mais realçados da Imprensa e da Televisão, que os exibem sem a menor cerimônia dada a veracidade de que se revestem. Não poderia ser diferente na vida do mundo, o qual “está repleto de tecnologia e de ciência - conforme frisa o autor do livro “Sabedoria” - mas carente de fraternidade e amor. Aprender com os erros e acertos dos outros é o caminho mais suave para se existir bem ou melhor”. (O autor, Nadyr Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). “Senhor. Olhai pelo nosso amigo. Que as pedras sejam removidas do seu caminho. Que tenha forças para carregar seus fardos. Que encontre coragem para resistir ao mal. Que seja abraçado pela lealdade. Que tenha paz cobrindo seu espírito. Que saiba distinguir o bem do mal”.

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