Regional

Encontro propõe alavancar crescimento

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O 1.º Encontro de Representantes do Governo do Estado com prefeitos da região administrativa de Bauru definiu ontem uma nova estratégia para alavancar o desenvolvimento da região de Bauru. O diretor técnico do Escritório Regional de Articulação e Planejamento (Erplan), Luiz Roberto Peres, ressalta que a proposta é redividir a região tendo como centros Jaú, Lins e Bauru, cada uma formando um Conselho Regional de Desenvolvimento.

O Conselho Regional de Desenvolvimento de Bauru teria 19 municípios, o de Jaú 10 e o de Lins outras 10 cidades.

O diretor do Erplan entende que esta é a única forma de viabilizar o crescimento financeiro da região. Vislumbrando, conforme Peres, o processo de desenvolvimento alcançado em outras regiões do Estado, como Campinas, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.

Ele destaca que a região formada pelos 39 municípios tem problemas sérios de desenvolvimento econômico, sobretudo na geração de emprego e renda. “Essa região ainda precisa de investimentos e de alavancagem de desenvolvimento econômico. Muita gente pode não concordar comigo.”

Peres justifica sua defesa dos conselhos citando que, atualmente, os investimentos privados estão sendo dirigidos para o eixo da rodovia Washington Luiz, abrangendo em uma ponta, mais próxima da Capital, o município de Rio Claro e na outra extremidade Santa Fé do Sul. Nas margens da rodovia ou interligada à estrada estão municípios como São Carlos, Araraquara, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Gavião Peixoto e São José do Rio Preto. “Aí é que está havendo os grandes investimentos no Estado de São Paulo”, ressalta.

Em contrapartida, o eixo formado pelas rodovias Castelo Branco e Marechal Rondon ainda não decolou como se projetou há cerca de 10 anos. Peres cita três regiões com desenvolvimento baixo no Estado. O mais pobre está no eixo da rodovia Régis Bittencourt, no Vale do Ribeira, que chega até o sudoeste de Sorocaba. Considerando como região pouco desenvolvida, Peres cita também o eixo da rodovia Raposo Tavares, que atinge parte da região de Sorocaba e segue até Presidente Prudente. Ele considera que até Sorocaba ainda há intensidade de desenvolvimento econômico. “Dali para cá (região de Bauru) não existe mais nada.” Peres argumenta que, nos últimos 60 dias, a região de Bauru teve apenas três grandes investimentos privados. Ele cita o investimento da Ajinomoto em uma nova fábrica em Pederneiras. Outro foi destinado para Promissão, onde uma empresa inglesa comprou um frigorífico para produção de carne para exportação. Em Lins, uma grande destilaria de Ribeirão Preto está montando uma usina de açúcar e álcool. “É muito pouco para uma região que necessita de desenvolvimento”, avalia.

Peres questiona o que será feito quando o novo aeroporto de Bauru começar a operar. “Falamos muito em logística do aeroporto internacional. Tem que ser feito. Mas o que é que vamos exportar por via aérea hoje?”, ressalta. Ele argumenta que cabem no perfil do novo aeroporto apenas produtos de alto valor agregado, como os de microinformática, frutas, como a manga, flores e outros. Entretanto, lembra que a região não fabrica e não cultiva estes produtos. “Temos que produzir para exportar. Sem isso, na minha opinião, é um pouco de ufanismo”, finaliza.

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