Tribuna do Leitor

Aeroporto bauruense


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No mês de março do ano p. passado, há um ano portanto, atendendo solicitação do professor e advogado Irineu Azevedo Bastos, coordenador de serviços da Câmara Municipal de Bauru, enviei alguns textos sobre a história de Bauru, por mim elaborados, para publicação no Diário Oficial do município.

Dentre eles, um dizia respeito à denominação do novo aeroporto bauruense que, por sugestão do historiador, sr. Gabriel Ruiz Pelegrina, deveria ser “Aeroporto Marinho Lutz”.

Os textos foram devolvidos, mas creio que ainda fazem parte do arquivo do professor Irineu e tampouco fiquei sabendo se tiveram ou não publicação.

Tem, portanto, plena razão, o historiador Luciano Dias Pires e acrescento às suas informações o fato de Marinho Lutz ter introduzido diversas melhorias à ex-NOB e à cidade de Bauru: em outubro de 1938, mesmo antes da estação ferroviária estar completamente pronta, determinou a ocupação com os escritórios; introduziu na ferrovia os Hortos Florestais, criando o de Araribá, Monjolinho, etc.; foi o “pai da aviação” realmente, em Bauru, quando mandou construir o aeroclube e tudo que fosse necessário, utilizando o pessoal da ferrovia, não só nessa época, como, em 1953, mandou erguer as arquibancadas do estádio “Alfredo de Castilho”, fornecendo material e o pessoal que trabalhava 24 horas por dia.

Américo Marinho Lutz, nascido no Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro de 1899, era filho de William Roberto Lutz e Maria Francisca Marinho Lutz, ocupando o posto de major-aviador, quando foi designado pelo presidente da república e ditador, Getúlio Vargas, para ocupar o cargo de diretor da ex-NOB, através do decreto de 19/3/1937.

Com a saída de Vargas, em 29/10/1945, quando foi deposto, Marinho Lutz teve exoneração em 25/2/1946, retornando à direção da ferrovia, a partir de 16/2/1951, por decreto de Getúlio Vargas, presidente eleito pelo povo.

Casado com a sra. Edelvira de Mello Lutz, o casal teve em Bauru, os filhos: Graziela, em 19/9/1940 e João Carlos, em 25/9/1943.

Residiu por 12 anos e oito meses em Bauru e por tudo que fez deve ter seu nome perpetuado no novo aeroporto bauruense.

Vivaldo Pitta - diretor do Museu de Avaí

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