Bairros

Bauru precisa de mais 29 hidrantes

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O número de hidrantes instalados em Bauru é pelo menos 25% inferior ao que seria necessário. Atualmente, 113 deles estão espalhados pela cidade, incluindo os que estão em manutenção. Porém, há cerca de dois anos, outros 29 foram solicitados pelo Corpo de Bombeiros à administração municipal, mas o pedido nunca chegou ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), garante a assessoria de imprensa da autarquia.

É atribuição do DAE colocar em funcionamento essas válvulas de saída de água necessárias para debelar incêndios. “Já existem planos para ampliar a rede (de hidrantes). Ontem, durante o incêndio (que destruiu o depósito do Supermercado Confiança Max), conversei com o presidente do DAE (José Clemente Rezende). Vamos voltar ao assunto”, diz o comandante interino do 12.º Grupamento dos Bombeiros, major José Guerxis Aguiar. Na opinião dele, a história tem mostrado que os grandes avanços na estrutura de combate a incêndio vêm a reboque de ocorrências graves. Se o comandante estiver correto e a ocorrência de anteontem resultar em novas instalações de hidrantes, elas serão concentradas nos Distritos Industriais (DI) da cidade.

“O Distrito Industrial é prioridade porque a carga de incêndio é grande. Também seria importante colocar mais alguns na Zona Sul e nas avenidas Rodrigues Alves e Duque de Caxias”, diz o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito. Para ele, um plano de abastecimento de emergência também deveria contemplar bairros periféricos e o Distrito de Tibiriçá, medida que facilitaria atendimento na zona rural.

Atualmente, quase metade dos hidrantes de Bauru estão instalados no Centro da cidade. A região Noroeste dispõe da menor quantidade de válvulas. O ponto para colocação dos hidrantes é apontado pelo Corpo de Bombeiros, informa a assessoria de imprensa do DAE.

“A instalação depende de uma série de fatores. Se a rede (de água) não estiver dimensionada, o hidrante pode comprometer o abastecimento da área (no caso de ocorrência). A rede atual não é ruim, mas existe um ideal”, acrescenta Brito. Segundo Guerxis, no comando há apenas dois meses, o padrão norte-americano prevê um hidrante para cada 150 metros.

Além dos 113 hidrantes já instalados, outros três estão com o registro sem cabeça e seis estão desativados.

____________________

Boa classificação

As condições de combate a incêndio em Bauru são muito boas, de acordo com o Instituto de Resseguros do Brasil (IBR). A avaliação, realizada há mais de dez anos, leva em conta número de hidrantes instalados no município, presença do Corpo de Bombeiros, facilidade de deslocamento das viaturas, sinalização das ruas e presença de outros órgãos de apoio como Defesa Civil e Polícia Militar (PM).

A análise resulta em pontuação que varia de 1 a 5. Quanto mais baixa, melhor. O resultado da avaliação incide na taxa de seguro contra incêndio paga por munícipes e empresários da cidade.

“Quanto maior a estrutura (de combate ao fogo), maior o abatimento (do seguro). O problema (de Bauru continuar com classificação 1) é que a cidade cresceu, mas a qualidade e manutenção dos hidrantes, não. Teríamos de ter pelo menos outros pontos de bombeiros: na região Sul, próximo ao aeroporto, e no Distrito Industrial 3”, diz o vereador Primo Mangialardo (PSB), que trabalha na área de seguros.

Comentários

Comentários