Turismo

Entre a história e a religião

Da Redação
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No início da região do Ribatejo (do Porto em direção ao sul), vizinha de Fátima e de Santarém, Tomar tem histórias que parecem não caber em suas ruas de pedra, suas casinhas de fachada branca, seu castelo medieval, sua praça e igreja central.

Se não houver tempo para conhecer tudo, concentre-se em três detalhes que farão diferença em qualquer visita a Portugal: o Castelo de Tomar, o Convento de Cristo e a Festa dos Tabuleiros.

Os dois primeiros, imperdíveis pela história que existe em cada pedra que sustenta. O segundo, por expressar uma cultura milenar mantida pelos moradores desse recanto.

Rituais e esoterismo

O Convento de Cristo é parte do Castelo de Tomar, que fica na região mais alta da cidade.

Foi construído a partir de 1160 para apoiar o avanço dos cristãos ao sul do país. Os cavaleiros templários, ordem militar-religiosa surgida na Europa por força para conquistar terras expulsando anticristãos de toda espécie, se interessaram pela região e fixaram-se ali até 1834, quando passou a ser usada como residência do conde de Tomar.

Sua história de conquistas de territórios sob a bênção da Igreja, com altas doses de esoterismo e rituais ficam evidentes entre essas muralhas.

A longa caminhada que se faz no castelo tem, ao menos, três paradas obrigatórias.

A Charola, igreja onde ocorriam, os batismos dos cavaleiros-cristãos, é o mais enigmático. Tem a forma de um foguete e revela o quanto a ordem acreditava em poderes extraterrestres.

As imagens nas paredes e no teto homenageiam tanto santos quanto reis - os templários acreditavam que um rei era designado por poderes divinos.

A parte mais sinistra do Castelo dos Templários não tem nome. Fica no subsolo e, com um pouco de sorte, você convence o guia a levá-lo.

É na região proibida que há poços que parecem não ter fim. Os cavaleiros novatos eram jogados ao fundo dos buracos para que “encontrassem suas essências”.

Se comenta na cidade que a prática ainda existe. E que os templários não foram extintos totalmente, como se acredita.

O Claustro do Cemitério, usado para procissões e sepultamento de cavaleiros e padres, e o Claustro da Lavagem, onde as mulheres faziam suas tarefas domésticas, são outras visitas intrigantes.

Festa dos tabuleiros

Fora das muralhas, a atração que não se vê em nenhum outro canto lusitano chama-se Festa dos Tabuleiros, celebrada pelos católicos em homenagem ao Divino Espírito Santo.

Do dia 6 ao 8 de junho, mulheres saem pelas ruas do centro com gigantescas coroas de flores e pães equilibradas na cabeça.

Há música, jogos e distribuição de alimentos na passagem dos cortejos.

* Colaboração ICEP

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