Bairros

Tratamento do esgoto é solução

Rose Araujo
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Embora tenha se comprometido, ao assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no ano 2000, com o Ministério Público do Meio Ambiente, a construir a Estação de Tratamento de Esgoto da cidade até junho de 2004, a prefeitura pouco fez para resolver o problema da contaminação da água na cidade.

O promotor do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Sciuli de Castro, salienta que este é o maior problema ambiental do município no momento. “O grande problema é o mau cheiro”, ressalta Castro.

De acordo com ele, a promotoria está executando a administração municipal por não ter cumprido o acordo. A multa é de R$ 12 mil por dia, mas ainda não está sendo paga, já que o processo está em andamento. “O processo não é imediato. Demora um pouco para sair o resultado”, destaca.

O gerente da agência local da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), Rogério Chini, explica que a construção dos emissários de esgoto será suficiente para livrar a cidade da poluição das águas. No entanto, ressalta que isso vai levar um bom tempo, já que a recuperação dos córregos vai depender da vazão da água. “Com a construção dos emissários, o esgoto deixará de ser jogado nos córregos e rios. Mas será preciso esperar um certo tempo pela limpeza das áreas contaminadas.”

O diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais (Dara) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Leandro Razuk Ruiz, explica que todo fundo de vale da cidade sofre com a contaminação pelo esgoto doméstico. “A prioridade no momento é coletar e afastar da cidade esses resíduos. Depois vem o tratamento em si”, ressalta.

Ele diz que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru está tentando concluir pelo menos 10 quilômetros de emissários de esgoto para aliviar o problema da cidade, enquanto não consegue toda a verba para construir a estação de tratamento, que gira em torno de R$ 60 milhões.

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