JC Criança

Andersen é o ilustre aniversariante

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 2 min

Considerado o pai da literatura infantil, nascia em 2 de abril de 1805 o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Em toda parte do mundo, a comemoração de seus 200 anos revive o mundo mágico dos contos de fada e fala deste homem que também era um poeta e autor de textos para teatro. Mas para Andersen, as histórias nem sempre tinham um final feliz. Quem conhece a história “A Pequena Sereia”, recontada e transformada em filme pela Disney, esquece que seu autor foi Hans Christian Andersen e, mais do que isso, desconhece o final original, que foi bem diferente do “viveram felizes para sempre”. Na versão do autor, Andersen deixa claro que o príncipe não se interessa pela sereiazinha, que se transforma em espuma no mar.

Outra história muito conhecida de Andersen é “O Patinho Feio”. Ter interesse pela vida escritor é muito importante, pois é nesse momento que se descobre curiosidades, que certamente influenciaram na construção de suas histórias. Com Andersen não foi diferente, e “O Patinho Feio” reflete um pouquinho de sua vida, nascido em uma família pobre, seu pai Hans Andersen, era um humilde sapateiro que possuía alguns livros, como a “Bíblia” e “As Mil e Uma Noites”, que também estimularam o garoto a se interessar pela literatura. Depois, Andersen ampliou seu gosto pela “escrivinhação”, mostrou seu talento e se destacou em Copenhague, sua segunda cidade.

Aliás, este autor dinamarquês foi muito importante também por ter valorizado as narrativas orais. Ele gostava das histórias que ouvia das senhoras do Hospital de Odense (sua cidade natal). Esses contos populares se transformavam em inspiração para suas histórias, que nem sempre traziam um final feliz, mas envolviam príncipes e princesas, animais e plantas falantes, reinados distantes e fatos do cotidiano, transformados em literatura.

O mais legal, é que suas histórias, mesmo passado tanto tempo, continuam interessantes. O difícil é acostumar que nem sempre o final é alegre, mas isso é também uma realidade em nossa vida, não é?

Comentários

Comentários