Em um mundo onde os menos aptos nunca vencem, as submissas, inptas e frágeis mulheres têm estranhamente obtido vitórias e conseguido mantê-las. Mas talvez elas não estejam contradizendo a teoria da seleção natural, talvez estejam apenas revelando a força que sempre tiveram e foram, pelas convenções sociais, obrigadas a reprimir. A humanidade, no início da história, vivia em tribos lideradas por um “macho” forte, corajoso, ideal para proteger o grupo. Em uma época na qual se vencia pela força, é explicável tal orientação na escolha da liderança. Mas quando o homem passou a se organizar em sociedades e, posteriormente, Estados, já não se fazia necessária a liderança baseada na força bruta. O que provavelmente tenha nos impelido a mantê-la foram o hábito e a estrutura familiar paternalista cultuados através das gerações. A força física perdia sua importância à medida que o homem se civilizava. Hoje, no ápice dessa civilização, somos regidos pelo intelecto e as condições nunca foram tão favoráveis para as mulheres se igualarem aos homens, tanto na família quanto no trabalho, pois, no que tange o intelecto, elas provaram ser tão competentes quanto eles. A maior dificuldade na luta contra o preconceito de gêneros sexuais é a de nos habituarmos ao diferente. Mesmo que defendamos a isomeria entre os sexos, está intrínseco e fixado em nossas mentes o papel de coadjuvanter, braço direito que a mulher exercia até agora. Mudar a grande mente comum é ainda um desafio.
Carla de Jiacomo Machado - RG: 42.990.602-X, estudante