Os associados da regional Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) vão debater a estrutura operacional do Corpo de Bombeiros da cidade, com o objetivo de compor os planos de segurança pública, de logística e de desenvolvimento do município. A informação é do diretor do Ciesp/Bauru, Ricardo Coube.
Ele lembra que a entidade colaborou para a viabilização de projetos importantes no município, como o da instalação do hangar que abriga o helicóptero Águia da Polícia Militar, e dos hidrantes que fornecem água para as viaturas do Corpo de Bombeiros combaterem incêndios.
Coube avalia que o incêndio na loja do Confiança Max na semana passada despertou a entidade para um debate com seus associados e a sociedade de um modo geral. Em maio, o Ciesp deve realizar um fórum para discutir a logística e a geografia da cidade com uma visão de potencial macroeconômico.
“Dentro desse tema, temos que discutir a segurança pública, que no meu ponto de vista é importante nessa visão de infraestrutura. E agora surgiu essa ‘dúvida’ com relação ao Corpo de Bombeiros. Será que estamos equipados tecnologicamente falando para dar uma cobertura em incêndios de porte?”, questiona.
Segundo Coube, a intenção do debate é provocar a opinião dos associados do Ciesp e da própria comunidade, além do comando da corporação. “Queremos saber se na percepção do nosso associado é hora do Ciesp opinar no assunto. Já tenho algumas manifestações positivas nesse sentido, que aprovam empreitar esse desafio no sentido de melhorar as condições de operacionalização do Corpo de Bombeiros”, explica.
Taxa do bombeiro
No final do ano passado, a Câmara Municipal de Bauru aprovou projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, que instituiu a cobrança da taxa do bombeiro. Mas uma interpelação judicial questionando a legalidade da lei suspendeu a cobrança da taxa. O processo está sub judice, aguardando posicionamento do Tribunal de Justiça (TJ).
“Acho que esse caso, sem me lembrar de muitos detalhes, foi mal encaminhado. Acho que o comando do Corpo de Bombeiros se precipitou. Foi um assunto pouco discutido. Surgiu a dúvida quanto a legalidade, já que a corporação tem atuação regional e a conta seria paga por Bauru. Também não ficou transparente como o dinheiro arrecadado seria utilizado”, opina.
Para o diretor do Ciesp, a entidade e a sociedade como um todo precisam debater com urgência a capacidade de operacionalização dos bombeiros. “Eu, particularmente, fico com a percepção de que alguma coisa deveria ser feita no sentido de dotar melhor os bombeiros para que possamos dormir em paz”.