Tribuna do Leitor

João Paulo II


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Lamentavelmente, no último sábado o mundo perdeu um dos homens mais próximos a Deus na terra. Com o falecimento do Santo Padre, o papa João Paulo II, o mundo perde um santo homem, um defensor ferrenho das Leis de Deus, um homem de Paz, que não só rezava arduamente por ela, mas também a defendia, condenando todos os atos de violência e radicalismo que tanto empobrecem o mundo. O papa, que, tal qual Jesus, dividiu opiniões e teve tanto quem o amasse quanto quem o odiasse, até uma tentativa de assassinato sofreu, para logo depois perdoar seu algoz. O papa era um homem de carisma, conquistou não só católicos, mas seguidores de outras religiões, que reconheciam nele um Homem de Deus e o respeitavam por isso. Tantas vezes se valeu deste carisma para aproximar povos e líderes que não se entendiam.

Um papa que visitou os quatro cantos do mundo e foi a lugares onde corria o risco de ser hostilizado ou sofrer outro atentado e, mesmo assim, foi visitar estes locais, como o Oriente Médio Um chefe da Igreja de Deus capaz de defender impreterivelmente todas as Leis e Mandamentos de Deus e manter-se firme nesta defesa mesmo quando criticado e taxado de conservador e atrasado. Às vezes por próprios membros da Igreja a qual ele tanto amava e serviu até ser chamado por Deus para o convívio celestial. E reforço aqui que seguir irredutivelmente as Leis e Preceitos de Deus não é ser atrasado ou conservador, mas sim amar a Deus sobre todas as coisas e ser fiel a seus ensinamentos, quando se trata de seguir a Deus, não a meio termo, ou se é Deus ou não, ou se é cristão ou não, ou se é Filho que respeita e obedece as Leis ou não.

O papa sempre defendeu estas leis, as propagou, evangelizou, amou a Deus e seus filhos, nós, todos os Povos, todas as pessoas, católicos ou não, porque João Paulo II era um homem de Deus, um Servo de Deus, um instrumento de Deus na Terra e, nas muitas vezes que foi questionado sobre se renunciaria, disse: "Deixo nas mãos de Deus a decisão sobre quando devo parar", e foi fiel a isto, serviu a Deus até o momento de sua morte e agora descansa o sono dos justos e, ao lado do Pai, com certeza continuará olhando por nós, intercedendo e orando.

Um exemplo de vida e devoção, nem mesmo a doença tirou do caminho e da caminhada, e quantas vezes nós, por uma mera dor de cabeça, deixamos de ir a uma missa, ou grupo de oração ou outra atividade da Igreja. O seu sofrimento e a sua dor eram demonstrações de que quando se está a serviço do Pai nada, nada mesmo, pode atrapalhar ou nos impedir de seguir em frente. Um homem que orava sete horas por dia, e nós, que muitas vezes reclamamos de orar um terço, ou ir a uma missa porque vamos dedicar uma hora, uma hora e pouco do nosso tempo a Deus.

Que o exemplo de vida de João Paulo II nos inspire a todos, católicos ou não, para uma vida baseada no amor a Deus e aos irmãos, no serviço apostólico e nos trabalhos de Igreja e comunidade, que sua caminhada e seus 26 anos de papado nos inspirem a sermos evangelizadores do Reino de Deus e pregadores de suas leis e mandamentos. Que todos nós, cristãos autênticos e tementes a Deus defendamos, tal qual o Santo Padre a vida, sendo contra todo e qualquer atentado contra ela, seja aborto, eutanásia, pena de morte e etc...

Que o mundo, tendo perdido um grande servo de Deus, ore muito para que o sucessor do Santo Padre seja alguém que tenha ao menos metade de seu carisma, de sua força, de seu desprendimento e principalmente de sua força e coragem em evangelizar e ser obediente a Deus e seus mandamentos. Descanse em Paz, querido João de Deus, e daí de cima, ao lado de Maria, de Jesus e todos os Santos e Santas de Deus, continue a olhar por nós, seus filhos, que agora estão um pouco mais perdidos.

Ricardo Caversan - RG 19.423.729

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