Tribuna do Leitor

Bauruense profissão Confiança


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Há pouco mais de uma semana atrás, durante o que seria uma tarde tranqüila nos Altos da cidade, vem a notícia de que o Supermercado Confiança estava em chamas. Não havia como duvidar, a fumaça, a presença da polícia e bombeiros confirmava a situação. Lá estavam, em poucos minutos, além da imprensa, milhares de pessoas comuns.

Não apenas com o sentimento de curiosidade, mas muitos queriam ajudar de alguma forma e perguntavam sobre o que deu origem, sobre a extensão dos danos e até onde estaria o sr. Jad (que depois se soube, estava em viagem de negocios), talvez acostumados com a sua maneira pessoal de ser visto, sempre pessoalmente nos cuidados com a empresa e com os clientes.

Tudo literalmente parou, não só no local, mas em outras áreas da cidade, as perguntas eram se os danos impediriam podiriam o supermercado de funcionar. Até mesmo no dia seguinte, uma dona de casa se perguntava como faria a compra de quarta (promoção de hortifrutos). Ninguém se conformava de ver aquela empresa fechada mesmo por alguns dias, parecia que o incendio estava atinjindo a todas as residências da região e talvez da cidade.

Isto tudo me fez lembrar de alguns anos antes, quando estava negociando com o Jad a venda de uma estrutura pré-moldada de grande porte para a instalação de um hipermercado, semelhante aos Carrefour ou Wal-Mart, e fomos surpreendidos com a notícia de que o Wal-Mart viria pra cidade e que seria inaugurado rapidamente.

Quando me reuni com o sr. Jad, para sabermos qual a sua posição a respeito, acabamos por ter uma lição prática de que a palavra “crise” também é como no idioma chinês sinônimo da palavra “oportunidade”, pois o Jad já havia estado em Osasco visitando e conhecendo todas as estratégias do futuro concorrente e imediatamente se antecipou a elas e se o concorrente cobria os preços da concorrência ele também passou a cobrir e se as lojas do concorrente ficavam abertas até as 22 hs, o Jad começou a abrir até as 22 hs, depois meia-noite e até 24 hs (quando outro concorrente chegou).

Bauru ganhou dupla e até triplamente porque depois ainda vieram redes como o Pão de Açúcar (maior do Brasil) e mais recentemente o Paulistão. Quem ganhou foi a cidade, com o aumento de arrecadação, de empregos de competividade e redução de custo de vida. Neste caso, eu pessoalmente perdi uma polpuda comissão da empresa de pré-moldados que representava, mas com certeza aprendi uma lição de mercado que nenhum “case” das melhores escolas poderia dar.

Estas e muitas outras histórias deste empresário justificam o carinho e respeito de toda população por ele e por sua empresa. São exemplos como este que fazem com que possamos acreditar que nossa cidade tão mal aquinhoada de políticos da pior espécie possa, mesmo assim, prosperar, tendo empresários como o Jad e muitos outros que independente do governo fazem com que a cidade possa se desenvolver.

Márcio M. Carvalho - RG 7.778.792

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