Para os pais, o preço das vacinas especiais é motivo de aperto no orçamento doméstico. Maria Elisa Ferreira Mauad imunizou seu filho de 1 ano contra catapora e meningite na semana passada. Gastou nas duas primeiras doses R$ 160,000 e não esconde o susto causado pelo alto custo das vacinas.
“É pesado, duas vacinas aplicadas custou quase um salário mínimo”, diz a mãe de primeira viagem, que recorreu a um cheque pré-datado para pagar a conta. “Mas não resta opção, ou você paga ou espera para ver o que acontece (com a saúde do filho)”, completa.
Também a economista Juliana Rapine Borges, 34 anos, está se preparando para os gastos com as vacinas especiais que serão aplicadas no filho de 1 ano e 2 meses. Inicialmente, foi administrada a primeira dose contra a meningite, que custou à economista cerca de R$ 250,00. Para os próximos dias, foi prescrita pelo pediatra a vacina contra a gripe.
“Como são vacinas prioritárias, eu tenho que dar. Complica, aperta um pouco o orçamento, mas é necessário. Principalmente nesse tempo seco, se você não dá uma vacina contra a meningite, por exemplo, pode existir risco”, diz a economista, que defende a oferta desses medicamentos na rede pública.
Algumas vacinas exigem a aplicação de mais de uma dose, como a hepatite A. Passados seis meses da primeira aplicação, é necessária nova dose para garantir imunidade.