Tribuna do Leitor

João Paulo II


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A primeira vez que me lembro da pessoa do papa João Paulo II foi em 1980, em sua primeira viagem ao Brasil. Eu tinha 12 anos e morava em São Paulo. O papa peregrino começava as surpreender o mundo com suas viagens. Ele jamais viveria confinado dentro do Vaticano.

Lembro perfeitamente que ele se hospedou no Colégio Santo Américo, no Morumbi, bairro vizinho ao meu. E num desses dias de uma agenda lotada, seu gigante helicóptero sobrevoou minha rua, como um anjo pairando no céu. Não podia vê-lo, tocá-lo, mas só o conforto de saber que ali, naquele imenso aparelho estava o chefe, o pastor da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, enchia de alegria e emoção meu coração de criança.

Tempos depois, estava eu num encontro das Equipes de Jovens de Nossa Senhora, em Ars, ao Sul França, com mais 11 brasileiros em meio a centenas de portugueses, italianos, espanhóis, libaneses, sírios, belgas e franceses. Era agosto de 1997, num quente verão europeu.

Dali a uma semana, o papa se reuniria com milhares de jovens em Paris, no Encontro Internacional da Juventude. Estávamos com passagem marcada para Barcelona e a grana estava acabando. Deixamos de ter uma experiência fantástica com o Santo Padre, que tinha um enorme carisma e uma comunicação eficaz para com seu povo. O que hoje podemos constatar no carinho da população que hoje lhe presta homenagens no Vaticano.

A Igreja Católica Apostólica Romana nunca foi tão Universal quanto hoje, graças ao pontificado de João Paulo II.

Com certeza, esse não é o último encontro. O Céu está em festa com a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, os pastores de Fátima, anjos, santos e todo o povo de Deus ressuscitado para receber o pastor que tão bem conduziu seu rebanho. Que o Espírito Santo que guiou sabiamente os cardeais na escolha de Karol Wojtyla manifeste sua vontade na escolha do próximo pontífice. A bênção, João de Deus! Obrigado por tudo e descanse em paz.

Nei Ferreira Lima - RG 17.158.114-3

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