Politicando

Chumbo grosso ou Mato Grosso


| Tempo de leitura: 1 min

No ano de 1955, os cafeicultores paulistas festejaram sua maior safra de café, sendo que no município de Avaí, aqui pertinho de Bauru, não foi diferente. Os agricultores colheram bons frutos e os venderam por um bom preço.

Mas era também época de disputa eleitoral para governador e um tesoureiro de campanha de um dos candidatos passou por Avaí, vendendo terras no Estado do Mato Grosso. O seu escritório imobiliário ficava no anexo do Banco do Estado, o que dava credibilidade para os seus negócios.

Visitado pelo ilustre tesoureiro, digo, corretor imobiliário, um conhecido cafeicultor de Avaí ficou com 500 hectares. de terras daquele Estado, mais precisamente no município de Barra do Garças, região conhecida como Morro de Ferro. Os papéis correram em cartórios oficiais e um recibo de compra e venda foi emitido com o timbre daquele banco citado. Só faltava a escritura.

Alguns anos se passaram, o principal documento não chegava nunca e a imobiliária também mudava constantemente de endereço e de cidade, então o agricultor contratou um competente advogado que consultou os tais documentos, recibos e ao pesquisar ainda os tais corretores, saiu-se com esta:

- O corretor que vendeu essas terras e que emitiu este recibo era o principal tesoureiro da campanha política do nosso governador. Se o amigo quiser levar a sua causa em frente, nós a levaremos, mas como hoje eles estão no governo, isto poderá levá-lo ao chumbo grosso ao invés de levá-lo ao Mato Grosso...

Contada por Eurico de Oliveira - Avaí

Comentários

Comentários