Tribuna do Leitor

O santo papa


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Católicos do mundo inteiro e não católicos do mundo inteiro estavam em Roma, representados por reis, presidentes, ministros, sacerdotes, rabinos, aiatolás ou o que mais sejam os representantes das mais variadas religiões e crenças ou mesmo crendices. Estavam todos lá. Toda a imprensa televisada, falada e escrita estava mostrando ao mundo esse “milagre” de paz, solidariedade, fraternidade, humanidade e de amor ao próximo, que é o leite, a essência do cristianismo. Todos rezavam, choravam e demonstravam o sentimento de amor, carinho, respeito e admiração pelo extinto papa, que todos demonstravam amar, independentemente da religião a que pertencessem.

Esse digno representante de Cristo conseguiu irmanar a todos, sob quaisquer que fossem seus rótulos, mas com o conteúdo daquilo que Cristo e outros grandes profetas preconizaram, o amor e a paz.

Falava-se em um movimento para solicitar a beatificação ou até mesmo a canonização do papa que estava sendo homenageado com todo o mundo praticamente aos seus pés. Ele que foi e fez questão de ser sempre humilde. Seja para a beatificação ou para a canonização, o primeiro milagre já foi feito, com todo o orbe terrestre de testemunha.

Somente um santo poderia juntar e irmanar povos, religiões e crenças, de um modo como nunca foi feito antes. Somente um ser humano da estatura e da envergadura moral e religiosa de João Paulo II, testemunhados ao longo de toda uma vida dedicada ao seu sacerdócio, à sua missão de representante de Deus na Terra, poderia ter moral suficiente para conseguir algo tão grande, tão sublime, tão alcandorado que nem mesmo ele, nem mesmo outros tantos e tão importantes dentro e fora de igreja, podiam esperar que acontecesse, sem que, para isso, houvesse intervenção dos homens.

Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947

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