Mais sete pessoas de Bauru e região foram excluídas da lista dos que contraíram a doença de Chagas após tomarem caldo de cana no litoral de Santa Catarina. Eles receberam ontem o resultado do exame de sangue, que deu negativo para a enfermidade. Outras cinco pessoas ainda aguardam manifestação do Instituto Adolpho Lutz sobre a possibilidade de terem sido contaminadas com o protozoário Trypanosoma cruzi.
“Não temos previsão (de quando chegará o restante dos resultados). Mas se der positivo, eles nos avisam rapidamente (por telefone ou fax, antes do encaminhamento convencional do teste). A expectativa é que dê tudo negativo”, explica Eleide Bérgamo, assessora de imprensa do Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo.
A entidade é referência regional para atender pessoas sob suspeita da doença, que não tem cura e deve ser controlada pelo resto da vida do paciente, nas unidades básicas de saúde. Na fase aguda (poucas semanas após o contágio), a ação do parasita provoca febre, dores de cabeça e alterações cardíacas leves.
Apresentaram o sintoma 26 pessoas que ingeriram caldo de cana em quiosques às margens da rodovia BR-101 entre os municípios de Piçarras e Itajaí. Cinco delas morreram. Investigações realizadas pelo Ministério da Saúde apontaram a cidade de Navegantes, em Santa Catarina, como foco da doença, sendo o dia 13 de fevereiro a data mais provável de contaminação.
A delimitação reduz as chances dos suspeitos de Bauru terem contraído o mal de Chagas, situação que respalda a expectativa positiva da assessora de imprensa. Conforme o JC veiculou, também deu negativo o resultado do exame de sangue de uma estudante bauruense, que no Carnaval esteve no litoral de Santa Catarina, onde tomou caldo de cana. Ela fez teste particular.
Os outros fizeram o exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, comunicaram o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, sobre a suspeita. O órgão colocou o telefone 0800-555466 para contato.