Regional

Estiagem anula crescimento da safra

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Para este ano, havia uma expectativa de aumento na quantidade de cana colhida nas lavouras da região da ordem de 5%. No entanto, a falta de chuva nos últimos três meses deverá anular esse crescimento. Na prática, a safra deste ano, caso o prognóstico seja confirmado, será igual a do ano passado, quando a produção atingiu cerca de 18 milhões de toneladas na região.

Outro dado que deverá permanecer inalterado é a quantidade de emprego a ser gerada pela colheita da cana. Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), Francisco Paulo Brandão, a estimativa é de 6 mil vagas apenas para cortadores de cana. Outras vagas, embora bem menos representativas em termos numéricos, também estão sendo preenchidas por maquinistas e tratoristas, por exemplo. A Associcana representa produtores de 12 cidades.

Na principal usina da região, a Usina da Barra, controlada pelo Grupo Cosan, a colheita da cana já começou. Na próxima terça-feira, a safra começa para a Usina Diamante, localizada no distrito de Potunduva, em Jaú. A previsão é de que até a próxima quarta-feira todas as usinas e destilarias da região iniciem a colheita.

De acordo com o presidente da Associcana, só depois do início da safra será possível fazer uma avaliação mais precisa do impacto da seca nos canaviais da região. Segundo Brandão, o prejuízo será maior em outras regiões do Estado, onde não chove há mais tempo.

“Nós tivemos duas ou três chuvas (nos últimos três meses) que não aconteceram em outras regiões”, lembra ele.

Apesar do crescimento quase nulo da produção, Brandão acredita que a quantidade de álcool e de açúcar a ser extraída da cana este ano será suficiente para abastecer o mercado nacional e ainda exportar.

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Consumo aumenta

Depois que a indústria automobilística lançou o veículo movido tanto a álcool como a gasolina, o famoso bicombustível, o consumo de álcool saltou de 800 milhões de litros por mês para cerca de 1,2 bilhão, segundo informou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), Francisco Paulo Brandão.

Como o álcool está sendo vendido nos postos a um preço bem menor do que o da gasolina, os motoristas estão dando preferência ao álcool na hora de abastecer. Isso somado aos veículos que funcionam somente a álcool e àqueles que foram “transformados” (passaram de gasolina para álcool) explicaria, na avaliação de Brandão, o aumento no consumo do produto de uns seis meses para cá.

A tendência é que a venda aumente ainda mais, porque o sucesso da tecnologia bicombustível está motivando as montadoras a investirem cada vez mais na produção de carros nesse modelo. Hoje, por exemplo, mais de 70% dos veículos montados pela Volkswagen do Brasil saem de fábrica com a marca Total Flex (bicombustível). A Fiat também está transformando todos os modelos 1.0 em bicombustíveis.

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