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Para professor, rigidez ajudava na convivência

Gilmar Dias
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Os horários das refeições na casa do professor Rafael Mazzoni eram sagrados. Se deliciar com o almoço e com o jantar tinha hora certa para começar. De certa forma, a rigidez do patriarca Geraldo Mazzoni colaborava para a boa convivência da família. Em torno da mesa, todo mundo falava sobre o dia. “Sou de uma época em que a caneca do pote era comum a todos”, lembra.

Mazzoni conta que seu pai, funcionário público, chegava em casa pontualmente às 11h para o almoço. “Quem não estivesse por lá, tinha o direito de ficar sem o almoço”, revela o professor, que tem mais quatro irmãos. “Às cinco e meia da tarde era o jantar. Rezávamos o terço antes das duas refeições”, comenta.

Hoje casado, com dois filhos, o professor diz que a correria do dia-a-dia impede que repita a sistemática imposta pelo pai. “Mas aos domingos fazemos questão de ficar juntos. Nos aniversários também”, completa.

Mazzoni sente saudades não só da boa convivência com a família. “Naquela época, a gente sentava em frente de casa para conversar com os vizinhos. As casas não tinham muros altos e nem cercas elétricas. Hoje as pessoas pagam para serem ouvidas porque não têm com conversar”, observa.

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