A cidade de Paulistânia (49 quilômetros a sudoeste de Bauru) está dividida pelo sinal de transmissão da telefonia celular. Na parte alta da cidade é possível usar o aparelho e fazer ligações, mas na parte mais baixa, não há transmissão. Isso acontece porque no município não há torre de transmissão e a mais próxima fica a 20 quilômetros, na rodovia Marechal Rondon.
A onda de transmissão da telefonia celular, explica o prefeito da cidade, Hélio Nascimento, se propaga igual a da televisão, sempre em linha reta. “Se você for a duas quadras acima da prefeitura, tem sinal. Aqui no gabinete não tem”, lamenta.
O prefeito, que tem um aparelho digital, diz que usa a comunicação esporadicamente. “Aqui vou ter que colocar uma antena específica. Eu preciso do celular e seria bom que pudesse usar em qualquer lugar da cidade. Nos outros departamentos da prefeitura que ficam na parte mais alta, é possível usar o celular.”
Mesmo com todas as dificuldades, vários moradores têm o aparelho na cidade, observa o prefeito. “Há vários moradores que possuem o aparelho, mas usam especialmente quando deixam a cidade ou quando podem se deslocar até a parte alta.”
Nascimento frisa que na cidade há empresas do grupo Votorantin e que os funcionários da empresa ficam impossibilitados de usar o celular. “A sede da empresa não é aqui, mas há vários profissionais que trabalham aqui e têm dificuldades em se comunicar com a empresa e família.”
O prefeito lembra que entrou em contato com uma das operadoras. “A resposta que eu obtive foi que até o final deste ano todos os municípios do Estado de São Paulo vão ter sua transmissão própria.”
Na cidade, lembra o prefeito, a cobertura da telefonia fixa é muito boa. “Temos uma antena de telefonia fixa. Depois da instalação, o número de adesão cresceu. Eu acredito que dos 1.800 habitantes, 10% tenham telefone fixo. Além deles temos 12 públicos para servir a população.”