JC Criança

Olhar de um repórter mirim


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"No meu último dia de repórter mirim neste ano, tive o privilégio de conhecer o Museu Ferroviário e também realizar meu sonho, que era andar de trem e foi justamente com a Maria-Fumaça.

No Museu, vimos várias peças antigas e interessantes, como a maquete do carro leito que foi presenteada ao presidente Getúlio Vargas, jogo de mesa e cadeiras, fichários e sofás todos de madeira maciça que eram fabricados pelos próprios funcionários. Também vi ferramentas, aparelho telefônicos, telégrafos que na época tinham grande utilidade; e gerador a vapor, buzinas, sinos, enfim, tudo que era utilizado pelos ferroviários.

Depois de conhecer o Museu, nós fomos para o inesperado passeio com Maria Fumaça. Primeiro apresentaram-nos a equipe do trem e os voluntários que colaboram para que este maravilhoso passeio seja realizado principalmente para as crianças.

No trem, é o maquinista Geraldo A. Pereira Pires e o foguista é o Alex Gimenez Sanches e ajudante é o Marcos A. Pereira Pires.

O passeio teve um percurso de 1 km - pena que foi curto -, mas foi muito gratificante, pois nunca tinha andado de trem e muito menos de locomotiva a vapor.

As histórias de trem que tinha ouvido até hoje, foram ouvidas dos meus irmãos e meus pais, que viajavam de trem e principalmente pelo meu avô Nicola Gonçalves, que trabalhou de ferroviário por 30 anos pela antiga Companhia Paulista, que depois passou a chamar Fepasa, inclusive meu avô foi um dos entrevistados quando escreveram o livro “Nos Trilhos da Memória: trabalho e sentimento”.

Um trecho que li no livro e me chamou atenção foi quando meu avô disse que em uma certa época para ir ao serviço eles pegavam a “Borboleta”. Borboleta era uma composição de locomotiva e um carro com bancos que transportava os funcionários da Bauru-Paulista – a estação que a gente conheceu - até a Triagem, trajeto que hoje estão tentando fazer para que o passeio da Maria Fumaça fique mais longo.

Enfim, o passeio e tudo foi maravilhoso, o que me deixou meio triste foi o seguinte. Ao voltarmos do passeio, meu pai me levou para ver a antiga estação ferroviária, chegando lá ele me mostrou aonde eram as bilheterias, sala de espera, lanchonetes até banco tinha lá! Pena que está tudo quebrado e abandonado cheio de mato, sendo que nos dias de hoje poderiam estar tudo funcionando, pois é um meio de transporte seguro e mais econômico, mas como não cabe a mim mudar este quadro e sim as autoridades responsáveis, termino aqui o meu relato de impressão de um repórter mirim.

Regis Augusto Gonçalves

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