Tribuna do Leitor

Um adeus a Nadyr Serra


| Tempo de leitura: 1 min

Poucas vezes falei com Nadyr Serra.

Conversa rápida. Sobre o IBGE e o Jornal da Cidade. Ingressei no IBGE na primeira leva de Agentes de Estatística. Trabalhei no Censo de 1950 em Espírito Santo do Pinhal (SP). Não sei se Nadyr era da mesma época. Se pessoalmente tivemos poucos contatos, eu lia religiosamente os seus artigos publicados na página Opinião do JC. Textos limpos e bem escritos, com a característica de que não abordavam temas polêmicos. Nadyr trabalhava a verdade inconteste, adotava o lema “É proibido magoar alguém”, de que fala Pedro Grava Zanotelli no mesmo espaço que Nadyr ocupava no JC. Apesar de mais idoso do que Nadyr, troquei a Olivetti pelo computador. O velho jornalista continuava pensando batendo com os dedos no teclado da máquina de escrever. Nesse sentido era mais conservador do que deixava transparecer nos seus textos, que nada tinham de idéias ultrapassadas.

Omar Barreto - RG 5.663.388-9

Comentários

Comentários