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Pesquisa é a palavra-chave em Jaú

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O Centro de Designer do calçado do Senai de Jaú é um ‘berço’ de criação de calçado feminino. Nele nascem vários tipos e modelos de sapatos que nas fábricas ganham forma e vão direto para as vitrines do País e Exterior.

Para atender a demanda, os profissionais da moda calçadista trabalham muito com a pesquisa e estudo de caso, explica a pesquisadora e estilista de moda Emmanuelle Tonani. “Estudamos o público-alvo da empresa para depois pesquisar qual o tipo de sapato que atende as necessidades dela. Claro que levando em conta as tendências.”

A partir dessa pesquisa é que são definidas as linhas a serem seguidas. “Os saltos, os tecidos, o tipo de couro e a forma que fazem parte da construção básica. Só então os estilistas começam a desenhar os modelos.”

Depois de aprovados no papel é feita a modelagem que, segundo Emmanuelle, é a parte técnica. “As idéias respeitam as tendências. Há algumas que não conseguimos fugir delas, como as cores, por exemplo. Toda estação tem suas cores ‘certas’. É claro que podemos mudar as tonalidades, mas sempre vai ter uma cor que vai sobressair. Nessa estação é o rosa antigo.”

O modelo é um dos itens onde o modelista tem liberdade para agir. “Para criar o modelo temos liberdade, desde que se respeite o tipo de bico, salto, solado que estarão em voga nessa estação.”

Para desenvolver uma coleção, os profissionais da moda calçadista do Senai de Jaú buscam informações nas revistas especializadas, birôs de estilo e Internet. Quem dita a moda ainda é a Itália, a grande lançadora. “A distância não é mais problema, temos os sites com os desfiles italianos. As fotos dos desfiles estão disponíveis nos dias seguintes.”

Conforto em segundo plano

A estilista critica a falta de conforto de alguns sapatos femininos. “As fábricas pensam pouco no conforto dos pés. A estética ainda é o mais importante para os fabricantes”. Ela lembra que isso influencia na coleção. “As empresas não têm uma coleção diferenciada, com a cara da empresa.”

No curso oferecido pelo Senai, na área de designer, segundo a estilista, é estudado o que é melhor para o calçado feminino, para a mulher usar. “É uma das disciplinas do curso. Os futuros problemas que os sapatos podem causar se eles forem mal projetados. Eles causam problemas gravíssimos de saúde.”

Os bicos arredondados e os saltos mais grossos, usados nessa estação são mais confortáveis. “Eles dão mais firmeza ao pé. Mesmo os saltos finos estão mais retos e mais firmes.”

Bico redondo

O bico redondo é o da estação outono/inverno, em todas as alturas, desde o mais alto até o mais baixo, explica a estilista de calçados. “Vai usar muita sapatilha com ar bem romântico são tecidos que podem ser xadrez, estampado, com detalhes perfurinhos, babadinhos, laços, detalhes delicados.”

As botas, na opinião dela, não vão ganhar muito espaço. “O custo de fabricação não compensa, o inverno está cada vez menor e menos intenso. Os fabricantes estão arriscando menos, eles apostam nas sapatilhas, scarpin que tem mais comércio.”

Mesmo criando coleções e não sapatos exclusivos, a designer ressalta que ver o produto pronto é sempre uma satisfação. “Sou apaixonada por sapatos femininos e sinto uma satisfação imensa quando vejo ele pronto.”

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