Assim como todo mundo que eu conheço e mais alguns que desconheço, tenho Speedy e o serviço não funciona. No começo era assim: funcionava e de vez em quando caia. Agora, depois de umas dez visitas dos técnicos, fica o tempo todo fora do ar e de vez em quando entra. Pela estatística, eu estimo que se eles vierem mais umas duas ou três vezes nunca mais eu vou ter Speedy. E esta seria uma boa forma de me livrar de um serviço tão ruim, não fosse o fato de que eu preciso dele e não tem outro.
Mas esta é uma outra questão. Cadê a concorrência, esta prática tão saudável que faz os serviços funcionarem como deveriam? Ou nós vamos ficar para sempre reféns da Telefonica e de suas práticas questionáveis de relacionamento com o cliente? E por falar em práticas questionáveis, ainda me ligam toda semana tentando vender um novo serviço do Speedy – aquele que você paga dependendo do quanto usa e só eles ganham mais com isso. Minha resposta é sempre a mesma: nem funciona o que eu já pago, como querem me oferecer outro?
Voltando ao meu Speedy, toda vez que eu ligo reclamando, o atendente orienta mil e um procedimentos. Entra aqui, sai dali, abre aqui, fecha ali, e finalmente depois de uns 40 minutos de conversa fiada e a paciência indo para o espaço, nada funciona e ele manda o técnico. No outro dia, o técnico chega bem na hora em que estou trabalhando e então eu não posso usar o computador. Mais tempo perdido, e quem paga por isso? Nas últimas semanas, as coisas pioraram. Eles chegaram de manhã, três “Speedy man” uniformizados trocaram o modem, ficaram duas horas aqui e eu pensei, agora vai funcionar. Ficou pior, aí é que não tinha mais nem sinal mesmo. Liguei novamente, veio outro técnico, concluiu que o problema era o centelhador, segundo ele inadequado para quem tem Speedy. Tirou o meu centelhador, ficou de trazer outro, não voltou mais, o Speedy também não.
Finalmente, depois de mais umas três visitas do técnico, do supervisor da Telefonica, da equipe inteira que não sabia mais o que fazer, concluíram que o problema era o cabo da linha, fato já constatado pelo técnico desde julho de 2004. Fizeram e desfizeram, finalmente limparam o cabo, mas então era sexta-feira, 22 de abril de 2005, no meio de um feriado, e lá na Telefonica a pessoa responsável pela “porta” que tinha sido alterada estava de folga. Pode? Eu pago pelo serviço todo dia, não tem desconto de feriado não. Mais um estresse com o atendimento ao cliente, ligaram provisoriamente e assim ficará até segunda-feira ou o dia de são nunca.
Gente, sem Internet eu até estou aprendendo a viver, mas agora, por favor, devolvam o meu centelhador. O Speedy pode ficar fora mesmo, já entendi. Tudo isso faz parte de um complô, porque estamos ficando muito dependentes da Internet, passamos muitas horas conectados, esquecemos de ler, passear, conversar com as crianças, ver os amigos, abraçar o marido, viver mais na vida real e menos na virtual. Eu até ia ligar de novo reclamando, mas resolvi escrever para agradecer. Vocês conseguiram melhorar a minha qualidade de vida. Vou até fazer uma campanha, colocar cartazes nos postes, distribuir panfletos nos faróis, mandar cartas para os jornais: vamos cancelar o Speedy, vamos ter mais tempo para tudo, vamos nos livrar do spam, das piadinhas inúteis e do telemarketing da Telefonica tentando vender mais um serviço que não funciona.
Maria Emilia B Fabris - Jornalista e publicitária