Cultura

Processo para tombamento da casa do escritor está parado

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O processo de tombamento da residência onde Mauro Rasi viveu com sua família em Bauru, na quadra 11 da rua Bandeirantes, no Centro da cidade, está parado. O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac) iniciou os trâmites em outubro de 2003, ano da morte do dramaturgo, porém ainda não recebeu todos os pareceres, solicitados a profissionais e amigos de Rasi, para a elaboração do parecer definitivo sobre o tombamento, motivado pela importância cultural da casa.

Por conta do processo, o cunhado do dramaturgo e atual proprietário do imóvel, Ubirajara Baptista Filho, comenta que a casa está em processo de degradação, com janelas danificadas, pintura apodrecendo e estruturas que necessitam reparos. “Como fomos notificados do tombamento, eu não posso pôr a mão na casa. Já procurei o conselho para saber o que poderíamos fazer mas não recebi qualquer retorno”, comenta Baptista, que é contra o tombamento do imóvel, onde funcionava uma agência de turismo.

Na opinião do cunhado de Rasi, existiriam duas soluções que ele chama de decentes para a situação: o Codepac cancelar e encerrar o processo de tombamento ou a administração municipal desapropriar a casa, ressarcindo a família pelo valor do imóvel.

“Essa é uma atitude que teria nosso consentimento. Outra atitude seria a família de Mauro Rasi deixar aquela casa bonita (com o cancelamento do tombamento), mas alguém teria de pagar pelo prejuízo desse tempo. Minha esposa não quer vender a casa. Nossa idéia é transformá-la num centro cultural e nós bancarmos tudo, não queremos nenhum apoio desse pessoal”, afirma.

De acordo com Nilson Ghirardello, vice-presidente do Codepac, o processo de tombamento foi iniciado devido à importância cultural do imóvel e com a intenção de que ele seja, futuramente, utilizado para fins culturais. Ele ressalta que, com o processo, os proprietários não deixam ter a posse do imóvel.

“A propriedade continua sendo plena e ele pode inclusive ser alugado ou vendido. Todo imóvel em estudo ou tombado deve ser preservado e pode passar por uma intervenção e reforma, com autorização do conselho, que entende quando há necessidade de reforma de cunho de preservação”, explica.

Ele destaca a proposta da família de organizar a criação de um centro cultural. “Acho uma idéia interessante, se eles estão dispostos a patrocinar. Isso precisa ser discutido com o Codepac”, finaliza Ghirardello.

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