Regional

Do caldo ao bagaço, tudo é aproveitado

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

A cana-de-açúcar é matéria-prima que se destaca pela versatilidade. E os usineiros da região estão cada vez mais convencidos disso. Quem acompanha o trabalho dentro de uma usina, que produz álcool e açúcar, inevitavelmente se impressiona com as diversas formas de aproveitamento da biomassa proveniente da cana. Tudo é utilizado: bagaço, caldo e resíduos de colheita.

A partir do caldo tratado, as usinas produzem açúcar, álcool hidratado para movimentar veículos e álcool anidro (aditivo para a gasolina). O álcool produzido é também usado na indústria de bebidas, nos setores químico, farmacêutico e de limpeza.

O vapor, obtido pela queima do bagaço da cana na caldeiras, gera energia elétrica que torna auto-suficientes as usinas da região. O excedente de energia é vendido a outras indústrias. “Transformamos energia térmica em energia mecânica”, explica Nivaldo Della Coletta, diretor industrial da usina de Bariri.

Mas a versatilidade não pára por aí. Subproduto da fermentação do álcool, a levedura gerada pelas usinas é utilizada como ração para animais.

Dos resíduos do processo de destilação do álcool, as usinas também utilizam a vinhaça ou vinhoto como fertilizantes na lavoura.

â€œÉ um ciclo fechado. A gente procura aproveitar ao máximo todas as fases (do processamento da cana)”, diz José Roberto Della Coletta.

As usinas da região visitadas pelo JC mantêm em suas unidades laboratórios para controle de qualidade tanto da matéria-prima como do açúcar e álcool produzidos.

Os produtos gerados a partir da cana-de-açúcar são biodegradáveis e não agressivos ao meio ambiente.

Diversificação é estratégica

Até pouco tempo, a unidade industrial Della Coletta, de Bariri, produzia apenas álcool. Hoje, cerca de 50% de sua produção é voltada para o açúcar.

A produção de açúcar e álcool em uma mesma usina melhora a eficiência industrial e o aproveitamento da matéria-prima, além de permitir a diversificação para a unidade industrial, que deixa de depender apenas de um produto. â€œÉ uma questão de estratégia ter um produto alternativo”, destaca o usineiro Della Coletta.

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