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Carreata volta a pedir paz no trânsito

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo segundo ano consecutivo e novamente aproveitando o Dia das Mães, a secretária Madalena Pelissari Bittencourt, 44 anos, realizou ontem uma carreata para pedir conscientização dos jovens para a perigosa associação entre álcool e volante. Mãe de um jovem de 20 anos que morreu após um acidente de trânsito, em novembro de 2003, Bittencourt explica que o principal objetivo da movimentação continua sendo despertar as famílias para o perigo da associação de bebidas alcoólicas, drogas e excesso de velocidade.

A carreata de ontem, que contou com cerca de 30 carros e 120 pessoas, partiu da casa da família Bittencourt, no Núcleo Nova Esperança, em direção ao Cemitério São Benedito, na Vila Independência.

No trajeto, em meio a um buzinaço, os participantes exibiam faixas com dizeres em prol da paz no trânsito e contra as drogas. Na chegada, o grupo entoou palavras de ordem como “Jovem, presta atenção, velocidade e droga são roubada e ilusão”. “Velocidade, bebidas e drogas não levam a lugar algum que não seja a morte. Os jovens não precisam disso para serem felizes”, discursa a secretária.

Com a manifestação se consolidando após sua segunda edição, Madalena Bittencourt conta que seu próximo objetivo é pedir à Câmara Municipal que institua na cidade uma data em seu calendário oficial para conscientizar a população para a violência no trânsito. Ela informa que, inclusive, já enviou ao Legislativo uma sugestão de projeto de lei neste sentido.

Paralelamente à manifestação e ao pedido para a instituição da data no calendário da cidade, Bittencourt coordena um grupo de apoio, com psicólogos e assistentes sociais, para ajudar mães que tenham perdido filhos no trânsito. Ela lembra que, passados um ano e meio da perda de seu filho, novos casos continuam a acontecer, numa referência aos recentes acidentes que vitimaram jovens em Bauru.

Fernando Pelissari Bittencourt, 20 anos, morreu no dia 9 de novembro de 2003, quando o carro que dirigia bateu num poste na quadra 51 da avenida Nações Unidas, próximo ao Núcleo Geisel, em Bauru. “Eu ainda tenho outro filho, de 25 anos, e posso receber pelo menos um abraço neste dia. Mas há muitas mães que perderam seu único filho”, comenta. “Queremos evitar que outras famílias passem pelo que estamos passando desde a tragédia”, completa.

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