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Grevistas mostram contas a pagar

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A greve organizada ontem pelos funcionários da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) foi pressionada por contas e carnês. Sem dinheiro para pagá-los na data certa, os profissionais que aderiram à paralisação são assombrados pela cobrança de taxas e juros. “Quando eu pago com atraso, no dia 8, tenho de dar R$ 20,00 a mais. Hoje (ontem) já é dia 10”, explica a técnica em enfermagem Adriana Rodrigues Ferreira.

Uma colega dela, que preferiu não se identificar, acrescenta: a cada cheque devolvido, a taxa cobrada é de R$ 28,00. Já a técnica de enfermagem Regina Márcia enfrenta situação mais delicada. “Estou sem nada em casa (para comer). Empresto de vizinhos”, desabafa. Ontem, não fosse a paralisação, ela receberia a cesta básica. No entanto, alegando razões de segurança, a direção da AHB suspendeu a entrega aos grevistas, cujo salário varia entre R$ 300,00 e R$ 800,00.

Os funcionários também apontaram como empecilho a escassez de material de trabalho, reclamações consideradas infundadas pelo presidente da AHB, Joseph Saab.

“Eles (Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviço de Saúde em Bauru) têm representantes no Conselho Deliberativo da AHB. Também temos plano de cargos e salários. As promoções sempre são feitas dentro do quadro”, afirma Saab, contradizendo os profissionais que cobram a implementação de um plano.

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