Sem iluminação pública nas ruas, os moradores da Estância Balneária Águas Virtuosas adotam comportamento “recatado” quando escurece. A dona de casa Maria Aparecida da Silva só sai de dentro de casa quando tem de abrir o portão para o marido que chega motorizado. Adota o mesmo procedimento Maria Margarida Queiroz da Costa. Mas tanta clausura não é sinônimo de tranqüilidade.
Pelo contrário. Enquanto fica fechada no imóvel de três cômodos, ela teme que a improvisada lamparina de querosene provoque incêndio no imóvel. Sem energia elétrica, ela cozinha num fogão à lenha, toma banho com bacia e só assiste televisão quando compra bateria.
O bairro deve ser contemplado pelo projeto de universalização lançado pelo governo federal, mas a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) não tem previsão de data, nem cronograma definido. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, todos os pedidos encaminhados pelo bairro até o ano passado foram executados e não há novas solicitações.
A assessoria também esclarece que os postes instalados recentemente no bairro não têm qualquer relação com a empresa de energia. A reportagem procurou a administração municipal, mas as informações solicitadas há dois dias por e-mail não foram respondidas até o fechamento desta edição.