Os novos extintores automotivos com carga ABC começaram a substituir os “antigos” com pó BC, em janeiro deste ano, por força de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entretanto, apesar da legislação vigorar já há cinco meses, a obrigatoriedade e a data exata da troca ainda confundem muitos proprietários de veículos.
Muitos duvidam da obrigatoriedade de efetuar a substituição e até mesmo da própria validade da resolução. No entanto, o delegado titular da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Bauru, Antonio Carlos Piccino Filho, coloca um ponto final na questão. “O extintor ABC veio para ficar e não há qualquer notícia ou movimentação de órgãos governamentais para que a atual legislação seja modificada. O novo equipamento é obrigatório e a lei está valendo”, frisa.
Apesar disso, o momento da troca do extintor com carga de pó BC pelo ABC, cuja validade é de cinco anos, ainda é o motivo de maior confusão entre os motoristas. “O que tem de gente achando que a substituição é necessária somente daqui a cinco anos é uma grandeza. Na verdade, só podem trocar em 2009 aqueles que compraram um extintor novo no ano passado, pois o vencimento do teste da carcaça do cilindro, que é a informação básica para saber quando o produto deve ser trocado, ocorrerá apenas em 2009”, esclarece o comerciante bauruense Valdeir Magrini, proprietário de um estabelecimento especializado no ramo.
Magrini explica que a substituição dos BC pelos ABC obedecem a uma fase de transição, mas salienta que nada impede o consumidor de optar pelo novo equipamento após adquirir um extintor usado, que exige recarga anual, cujo teste hidrostático ainda não venceu.
Segundo o comerciante, a opção pelo ABC tem até melhor custo-benefício. “O ABC custa cerca de R$ 60,00, valor que você paga uma vez e só voltará a dispender depois de cinco anos. Já se preferir trocar anualmente os BC, cujos testes da carcaça ainda não venceram, pagará de R$ 15,00 a R$ 20,00 e, após cinco anos, terá desembolsado mais que o custo do ABC”, analisa.
Atento a essa vantagem e ao fato de contar com um equipamento mais novo e comprovadamente eficiente (leia "Você sabia"abaixo), o supervisor de serviços bauruense Ademir Batista Mesquita não teve dúvidas no momento da troca dos extintores: optou pelos ABC para seus veículos. “Como sei que sua funcionabilidade e eficiência são melhores que os antigos BC, não pensei duas vezes em adquiri-los para meus carros. Afinal, é preciso prezar pela segurança dos bens e, principalmente, dos ocupantes dos automóveis. Só não se atenta para tais fatores quem está desinformado do assunto”, frisa Mesquita.
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Você sabia?
• A resolução para a mudança no setor foi tomada pelo Contran baseada em estudos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania?
• Em 2001, o Ipem-SP coletou, por 12 meses, extintores de 59 oficinas de manutenção, que comercializavam no Estado, e de dois fabricantes para avaliar a qualidade do equipamento oferecido e dos estabelecimentos responsáveis pelas recargas e inspeções dos produtos? Apenas uma oficina e os dois fabricantes passaram nos testes aplicados
• Rodar nas cidades ou nas rodovias sem o extintor ou com o mesmo ineficiente ou inoperante é considerada infração grave, passível de multa de R$ 128,00 e recolhimento da documentação do veículo até a regularização do equipamento?