Tribuna do Leitor

Matanças de gatos


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Em matéria do JC de 07/05, vem a público a matança de gatinhos que vem ocorrendo no Bosque da Comunidade. Esses gatos são abandonados lá, pela população, que quer se livrar de animais de sua responsabilidade. Eles não "brotaram” lá, como alguns intolerantes querem crer. Não têm culpa de terem sido abandonados, longe de suas mães que lhes fornecia alimentação gratuita. O mesmo crime vem ocorrendo no Almoxarifado da Prefeitura, só que neste local o criminoso se vangloria de sua valentia (afinal, ele enfrenta feras de 3 kg de peso), e já avisa que nada pode ocorrer, pois ele é concursado. Estudos de mais de 10 anos feitos pelo FBI comprovam que a crueldade contra animais está presente como uma característica comum nos registros de estupradores, assassinos em série e pessoas de comportamento violento.

Dessa forma, cientistas sociais e órgãos de execução penal norte-americanos passaram a encarar crueldade contra animais como grave problema humano, diretamente ligado à violência doméstica, abusos contra crianças, idosos e outros crimes violentos, se tornando um meio eficaz de romper o ciclo de violência de uma geração para outra. Por fim, a crueldade contra animais não deve ser ignorada, más encarada como manifestação da agressividade latente, pois pode mostrar sinais de um comportamento futuro violento, contra humanos.

Voltando ao bosque e almoxarifado, vale salientar que ambos os locais são públicos, com vigilância 24 horas por dia e sem acesso ao público após o horário de expediente. Uma vez, já queimaram 3 filhotes de gato, vivos, no CCZ. Pediria ao sr. prefeito e sua equipe que mostrem sua total incompatibilidade com o governo anterior, exigindo apuração rigorosa e não jogando para baixo do tapete as mazelas de alguns servidores municipais (ainda bem que é uma minoria). Embora seja um cargo passageiro, deve sim se incomodar com a qualidade dos funcionários públicos, que, como o nome já diz, são públicos.A impunidade é a mãe de todas as violências.Quem passa para a história são os inovadores e não os medíocres.

Maria Dolores Barbosa Gómez - Vice-presidente da União Internacional Protetora dos Animais - Seção Bauru

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