Ao contrário da maior parte dos estabelecimentos do gênero na região, um pesqueiro do tipo pesque-pague, em Arealva, também é local de engorda e criação de peixes de várias espécies, como pintado, pacu e tilápia.
Neste mês, o proprietário do local chegou a vender 1,3 mil quilos de peixe no atacado e cerca de 300 quilos no varejo.
Os peixes são comprados por frigoríficos e pesqueiros da região. Os 11 tanques instalados no local têm capacidade para produzir até 60 toneladas por ano.
“Eu comecei meu negócio para vender peixe no atacado e não no varejo. Em 1997, montei o pesqueiro porque comecei a ter dificuldades de vendas”, diz o zootecnista Reinaldo Agostini Pascoal, que está no ramo há 13 anos.
O pesque-pague de Pascoal foi também o único encontrado pela reportagem a não trabalhar com a pesca esportiva, do tipo pesque e solte. Na opinião do zootecnista, essa modalidade de pesca, além de não trazer resultados financeiros, pode gerar maus-tratos aos peixes.
“A pesca esportiva é bonita de ver no rio, com um pescador que pega e solta o peixe com respeito. Agora, têm crianças (que freqüentam) no pesque-pague e não têm noção de nada disso”, diz.