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Estado tem cerca de 1.500 pesqueiros

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos (Abracoa), estima-se que existam no Estado de São Paulo cerca de 1.500 pesqueiros do tipo pesque e pague, mas a maior parte não é registrada.

Na região não há dados precisos sobre o número de estabelecimentos. Cidades como Agudos, Piratininga, Arealva, Bauru e Pederneiras possuem mais de um pesqueiro.

De acordo com Jorge Menezes, diretor da Abracoa, há relatos de que os primeiros pesqueiros surgiram há cerca de 30 anos. Foi na década de 90, porém, que o negócio experimentou expansão, sendo visto como atividade altamente lucrativa. Neste período, segundo o diretor da Abracoa, muitas pessoas investiram no setor, mas não conseguiram obter sucesso.

“Já chegamos a ter cerca de 2,5 mil pesqueiros há sete anos. Só que foi fechando um atrás do outro. Os principais fatores foram má gestão e falta de conhecimento técnico-administrativo”, diz.

Para o sucesso de um pesque e pague, é necessário que o proprietário tenha conhecimentos em piscicultura, saiba realizar o manejo em tanques e lagos, e tenha olho clínico para avaliar o estado de saúde dos peixes. Caso o proprietário não tenha esse conhecimento, recomenda-se a contratação dos serviços de um especialista.

“Dependendo do manejo, você pode ter menor qualidade da água e isso acaba afetando a qualidade final do peixe”, diz a pesquisadora Katharina Esteves, do Instituto de Pesca.

Além das perdas econômicas, o manejo inadequado dos tanques e lagos de um pesqueiro pode também trazer impactos ambientais.

Segundo o Coordenador Geral de Ordenamento e Registro da Secretaria Especial de Agricultura e Pesca (Seap), Sebastião Saldanha Neto, questiona-se atualmente se os pesqueiros são fontes potenciais de dispersão de espécies exóticas para novos ambientes. Presume-se que isso ocorra quando peixes escapam junto a água efluente dos tanques de criação, através do rompimento ou trasbordamento dessas estruturas, durante as atividades normais de manejo.

Registro

Por lei, os pesqueiros têm de estar registrados na Secretaria Especial de Agricultura e Pesca (Seap), do governo federal. Eles são classificados como empresas que comercializam animais aquáticos, provenientes de pesca extrativa ou da aqüicultura (cultivo, criação ou manutenção de peixes).

É necessário também contar com licenciamento ambiental do Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DPRN), e outorga d’água junto ao departamento de água competente.

Atualmente, cerca de mil pesqueiros estão registrados junto a Seap, segundo Saldanha Neto. “Há muitos operando sem registro, porque a fiscalização é lenta e não é abrangente”, admite.

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Possibilidades

Nos pesqueiros, há geralmente três possibilidades de pagamento pela pesca: cobra-se o ingresso mais caro e o pescador pode levar tudo o que pescar; cobra-se do pescador o peso do peixe pescado; ou cobra-se um valor para o visitante praticar a modalidade conhecida como pesque e solte.

Os pesqueiros, em geral, oferecem aluguel de varas de pescaria. Também possuem uma área para pesar e limpar os peixes. Alguns não cobram por esse tipo de serviço.

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