Bairros

Deficiência no atendimento permanece

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Em visita ontem aos pronto-socorros Mary Dota e Ipiranga, a reportagem constatou a mesma situação enfrentada há anos pelos pacientes: insatisfação com o atendimento. No PS Mary Dota, muitas pesssoas com problemas de saúde típicos para atendimento ambulatorial disputavam vaga na urgência e emergência, distorção que ocorre há anos nas unidades de emergência descentralizadas.

A auxiliar de motorista de veículo de transporte escolar Tatiana Prado saiu incorformada ontem do PS Mary Dota após não conseguir consulta com médico cardiologista. Ela conta que tenta atendimento com especialista há oito meses. E relembra, sem saudades, que para a consulta inicial chegou na unidade de saúde às 5h30 e só foi atendida às 13h.

A dona de casa Juliana Rodrigues diz que para ser atendido no PS Mary Dota tem que chegar às 5h. “Na maioria das vezes não consegue”, diz. Ontem, ela chegou à unidade às 10h20 e calculava que antes das 11h20 o filho Caio Vinícios de Jesus, com um quadro de gripe, não seria atendido. A mãe disse que o garoto estava com 38,5 graus de febre.

Rodrigues ressalta que no dia anterior foi à unidade e fez ficha, mas foi informada que não teria pediatra para atender seu filho. O vigilante Antônio Carlos Cristiani aguardava junto com a mãe, a aposentada Elza Magini, o atendimento também com um quadro de gripe. Ele era outro a reclamar que na tarde de quinta-feira não conseguiu atendimento.

Cristiani disse que já estava precavido para esperar mais, caso fosse dada prioridade para atendimento de pacientes com quadro de emergência. A empregada doméstica Leonice Chavier dos Santos Lima chegou às 9h15 e até as 10h45 não havia sido atendida. Ela, que reside no Núcleo Otávio Rasi, conta que foi atendida inicialmente em outra unidade de saúde, que a encaminhou para o PS Mary Dota. A consulta seria no dia 27, data em que teve que comparecer a uma perícia médica. Conseguiu remarcar para ontem, mas como encaixe na grade de atendimentos. Se recusasse, diz que só seria agendada para atendimento em setembro.

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