A notícia de que os prontos-socorros do Mary Dota e Ipiranga vão deixar de atender urgência e emergência causou confusão ontem entre os servidores das duas unidades de saúde, que temem a perda do adicional salarial de 125% pago a eles por conta da caraterística da unidade em que trabalham.
O diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Aigiro Kamada, garante que o adicional das equipes dos PSs Mary Dota e Ipiranga será mantido porque as duas unidades têm status de unidades mistas (ambulatorial e emergencial) e a proposta é que elas voltem a funcionar 24 horas.
Porém, a diretora do Sindicato do Servidores Municipais (Sinserm), Idelma Corral, vê risco dos funcionários perderem o adicional de 125%. Ela lembra que o adicional de condições adversas é previsto na lei municipal número 3.373/93, que trata dos plano de cargos e salários do funcionalismo.
A notícia mobilizou o Sindicato dos Servidores, que luta para que o adicional seja incorporado aos salários. A incorporação dos 125% é uma das cláusulas da pauta de reivindicações em discussão com a administração municipal.
Outra preocupação do sindicato é com a possibilidade do fechamento dos prontos-socorros Mary Dota e Ipiranga. “Esperamos que o prefeito não desonre essa promessa de campanha. Se isso acontecer, ele vai penalizar duramente as duas comunidades”, salienta.