Depois de um longo período sem acesso ao tratamento da minha doce e inesquecível diabetes, que anda fora de controle por falta de tratamento adequado, por causa da desativação do programa de diabetes do ambulatório de especialidade logo após as eleições de “2004â€, deixando um grande número de bauruenses sem acesso ao tratamento, no último dia 14/4/2005 voltei ao ambulatório e fui informado de que a unidade iria reiniciar o tratamento com os diabéticos e que eu poderia marcar minha consulta com o especialista.
A consulta foi marcada para o dia 28/4/2005. No dia da consulta acabei chegando adiantado e como não tinha o que fazer comecei a entrevistar os pacientes, para saber onde moram, que tipo de doença têm etc. Acabei me surpreendendo com a alegria dos pacientes em voltar a ser atendidos na região central da cidade, devido à falta de condições financeiras e físicas para se locomover até o Hospital Regional e não ser atendido. Fique surpreso com o carinho e respeito que os pacientes têm para com os doutores Isso, Silmar e Araken e com os funcionários e enfermeiros da unidade. Todos os pacientes com quem falei já estavam há mais de nove meses sem atendimento médico. Vários deles me perguntaram como se faz para trazer o dr. Araken de volta para a unidade. Respondi para eles que os diabéticos não têm representantes na política bauruense. Por esse motivo é que muitos pacientes só têm acesso ao tratamento e à medicação, mediante a liminar, ou seja, através da Justiça.
Prometi a alguns pacientes que iria pedir a volta do doutor e a contratação de outros profissionais médicos e nutricionistas, para atender velhos, crianças que necessitam de tratamentos com especialistas de várias áreas da medicina. Fui informado de que o Departamento de Saúde do Estado - “DIR-10†- só atende prefeitos e secretários de saúde e não doentes reivindicando melhorias no sistema. Portanto, nós bauruenses, pobres e sem plano de saúde e sem representante na nossa sociedade, estamos solicitando da Secretaria Estadual de Saúde através da imprensa a contratação de mais profissionais e mais equipamentos para nossa unidade.
Se não tivermos resultados satisfatórios através da imprensa, faremos o mesmo pedido a sua eminência o papa Bento XVI, que nos ajude a melhorar as condições de atendimento e de trabalho do nosso ambulatório de especialidade, que é tão importante para os excluídos da nossa cidade que não têm condições nem de se alimentar direito, quanto mais pagar um plano de saúde para não morrer à míngua. (Geraldo Marques de Oliveira - Marcão - RG 550.227-DF)