O reggae “Vamos Fugir”, gravado por Gilberto Gil nos anos 80, ganhou uma roupagem mais roqueira e voltou a fazer sucesso na voz de Samuel Rosa, do Skank. A música, que está entre as mais tocadas nas rádios paulistas, é apenas um dos diversos hits da banda mineira, há 14 anos na estrada.
Formada em Belo Horizonte por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zanetti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria), o quarteto se tornou um dos mais conhecidos no cenário pop rock nacional.
Emplacou sucessos como “É Proibido Fumar”, “Garota Nacional”, “Pacato Cidadão”, “Te Ver”, “Jackie Tequila”, “É Uma Partida de Futebol”, “Tão Seu” e “Vou Deixar”, só para citar algumas canções pinçadas dos oito CDs gravados pela banda.
No final do ano passado, a banda lançou o álbum “Radiola”, reunindo inéditas, como “Onde Estão” e “Um Mais Um”, que integra a trilha sonora da novela “A Lua Me Disse”, e os hits “Balada do Amor Inabalável”, “Três Lados”, “Dois Rios” e “Vou Deixar”, pop energético que esquenta as pistas de dança.
É justamente com essa energia que o Skank promete agitar os palcos de Bauru hoje, em um show realizado a partir das 18h30, no Recinto Mello Moraes. A banda A Ligha fará a abertura da apresentação. O evento, cuja entrada é gratuita, integra o projeto Pão Music, desenvolvido pelo Grupo Pão de Açúcar e marca a volta da banda à cidade, após três anos.
A última apresentação dos mineiros foi em 2002, na turnê de divulgação do CD “Ao Vivo MTV”, gravado em Ouro Preto, em 2001. No ano anterior, os músicos lançaram o disco “Maquinarama”, antecipando um novo caminho para o grupo, explica o tecladista Henrique Portugal, em entrevista concedida por telefone ao JC Cultura.
“Ficamos um pouco mais rock, a banda era mais pop jamaicano com influências de reggae”, define o músico. Esse “cenário” se confirmou em 2003, com a chegada do álbum “Cosmotron” - que mesclou Beatles, Beach Boys e pitadas psicodélicas dos anos 70 - marcando o início de uma nova fase. Além de evidenciar o rock, o grupo apostou em sonoridades mais sofisticadas, vocais densos e letras profundas.
O resultado agradou não só a banda como seu público, que permaneceu fiel, aponta Henrique. “As mudanças às vezes podem significar um afastamento dos fãs. Mas acredito que fizemos isso de maneira tranqüila e o público entendeu”, diz Henrique. “‘Maquinarama’, ‘Cosmotron’ e ‘Radiola’ tiveram uma vendagem bastante significativa. Com o último CD, ganhamos o disco de platina”, comemora ele.
Lançado também em turnê internacional - que já incluiu Portugal e possui Espanha e França no circuito - o álbum “Radiola” conta com 12 faixas. Seu repertório será a base para o show de hoje, que segundo Henrique é um resumo dos últimos cinco anos do Skank. “As pessoas podem esperar diversão garantida”, promete ele.
Pão Music
Realizado pela rede Pão de Açúcar de supermercados, o Pão Music existe há 13 anos em diversas cidades brasileiras. O show do Skank, realizado hoje no Recinto Mello Moraes, é o terceiro da série em Bauru.
No ano passado o projeto trouxe Lulu Santos, em uma apresentação que comemorou os 108 anos da cidade. Em 2001, o Pão Music realizou show com Paralamas do Sucesso, Edgard Scandurra, Andreas Kisser e Dado Villa-Lobos.
A exemplo das edições anteriores, o show do Skank conta com uma ampla estrutura e organização. O palco tem 12 metros de altura, dois telões retangulares, duas toneladas de equipamentos de iluminação e som com 50 mil watts de potência, com caixas acústicas fixadas a 14 metros de altura. O evento terá ainda 160 agentes de segurança, banheiros, duas ambulâncias e UTI móvel com médico e enfermeiros.
• Serviço
Show com Skank pelo projeto Pão Music. Abertura da banda A Ligha. Hoje, a partir das 18h30, no Recinto Mello Moraes. Entrada gratuita.
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A Ligha
A banda bauruense A Ligha comandará o show de abertura do Skank hoje, no Recinto Mello Moraes. Os integrantes prometem esquentar o público com repertório de covers de bandas de rock e de rythm’n blues, com pitadas de pop, além de músicas próprias.
O grupo surgiu em Bauru em 1979 tocando em bares, festas, reuniões de amigos e eventos culturais. Em 1984, participou do Festival da TV Cultura, em São Paulo.
Alguns anos depois, em 1992, a banda, que chamava-se Super Liga, parou suas atividades e seus integrantes seguiram caminhos paralelos.
Em meados de 2000, eles se reencontraram e decidiram retomar os trabalhos da banda, agora como A Ligha. A diferença é o novo baixista, Reinaldo Lima.
Para o show de hoje à noite, os quatro integrantes prepararam sucessos como “Simpathy for the Devil” (The Rollings Stones), “Pretty Woman” (Katie Holmes) e “Satisfaction” (The Rollings Stones), entre outras.
Da Redação