Turismo

A fortaleza e o progresso

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 4 min

A Praia do Forte tem as águas mais tranqüilas de Natal, devido a barreira de arrecifes, ideal para crianças.

A praia tem esse nome por causa da Fortaleza dos Reis Magos, construída por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, em formato de estrela.

O forte foi tombado pelo Patrimônio Histórico da União, e tem sua história ligada à da fundação da cidade.

Natal começou sua história a partir da construção da Fortaleza da Barra do Rio Grande - hoje Fortaleza dos Reis Magos - no dia 6 de janeiro de 1598 (Dia dos Reis Magos).

Construída no dia 24 de junho do mesmo ano, a fortaleza deu origem a um pequeno povoado de nome Cidade dos Reis, passando posteriormente a Cidade do Natal com a sua fundação por Manuel Mascarenhas Homem no dia 25 de dezembro de 1599.

Trinta e três anos depois, em 1633, a fortaleza é ocupada pelos holandeses, quando passa a se chamar Castelo Keulen.

Natal ganha o nome de Nova Amsterdã, até em 1654 voltar ao domínio português. Foi com a II Guerra Mundial, já no século 20, entretanto, que a cidade ganharia o impulso da civilização: geograficamente privilegiada, serviu como base militar para os norte-americanos, ganhando ares de metrópole internacional.

O desenvolvimento comercial partiu do bairro da Ribeira para a Cidade Alta, até chegar à Zona Sul da cidade, com crescimento relacionado à imigração de brasileiros provenientes das regiões Sul e Sudeste.

Hoje, visitar Natal é caminhar por todos os pontos, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, conhecendo a beira-mar, seus mangues, dunas, lagoas, cabos, pontos de mergulho, arrecifes e o Cabo de São Roque, ponto mais próximo da Europa no continente sul-americano.

Como a distância é grande entre os vários pontos turísticos de Natal, a dica é alugar um carro, uma van ou mesmo um buggy.

Para se chegar à praia do Forte, por exemplo, o visitante que sair de Ponta Negra terá que percorrer a Via Costeira, onde ficam hotéis estrelados com frente voltada para o mar e as costas para o Parque das Dunas - o segundo maior parque urbano do Brasil.

É um dos trechos mais belos e abertos de Natal, perfeito para se avistar a mata atlântica nativa e as dunas emolduradas pelo mar verde de águas cristalinas.

A corrida de táxi de Ponto Negra ou da Via Costeira às praias centrais ou ao centro de Natal custa em média R$ 25,00. Portanto, a dica são as conduções em grupo, caminhar sem pressa contra o vento ou procurar uma linha regular de ônibus, que percorre toda a cidade.

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Ondas fortes e o cajueiro

Pirangi do Norte é a praia onde está o maior cajueiro do mundo, com a copa de 8.500 metros quadrados, na realidade, uma anomalia genética na árvore.

Os recifes de corais aparecem na superfície quando a maré está baixa, permitindo ver de perto polvos e lulas em pequenos tanques que se formam no mar.

Os nativos garantem que o Carnaval de Pirangi é muito animado, com blocos de rua e bandas puxando os foliões pela praia.

Já o Litoral Norte natalense brinda o visitante com outras belezas como a Praia da Redinha, a Lagoa de Genipabu, a praia e a Lagoa de Pitangui, a Praia de Jacumã, repleta de mansões charmosas e reduto dos políticos mais abastados do estado e a linda Praia de Porto Mirim.

Lugares perfeitos para a prática sem qualquer arrependimento do esquibunda e o aerobunda.

O primeiro a “bordo” de uma tábua de areia que desce a duna em alta velocidade e o segundo, através de uma espécie de teleférico descendente.

O corajoso desce uma montanha de 25 metros de altura sentado em duas tiras presas por um cabo parecido com o rapel e volta através de um motor “possante”, como de um fusquinha que puxa o cabo de volta ao local do “embarque”.

Os amantes dos esportes radicais saem da lagoa nadando, numa boa. Mas os não tão chegados à adrenalina são pinçados da água por mergulhadores competentes. Porto-Mirim está localizada entre as praias de Muriú e Jacumã, consideradas as grandes estrelas do Litoral Norte.

Buggy e emoção

O passeio rumo ao Litoral Norte ou Sul precisa, necessariamente, ser de buggy, à beira-mar. A primeira parada é em Redinha, uma vila de pescadores, com belas paisagens. Passando pela vila, as pequeninas balsas (para um carro apenas) estão à espera dos bugueiros, que seguem entre asfalto e trilhas para a famosa Genipabu.

O passeio pelas dunas móveis de Genipabu é o principal atrativo para os turistas. A bela lagoa, no entanto, possui entrada separada com passagem através de um restaurante local. As dunas e a lagoa ficam em área particular, o acesso é pago, mas está incluído no passeio.

A praia de Genipabu é famosa desde os anos 80. O turista tem a opção de curtir o passeio em cima de dromedários, mas com apenas uma corcova no dorso. Na Lagoa de Jacumã, além das atrações do sobe, desce e molha, existem barracas agradáveis que servem pratos típicos do litoral potiguar, incluindo desde o peixe frito até espetinhos de lagosta e camarão, além de sucos locais, incluindo o de caju.

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