Conforto e praticidade em um ambiente de antigas quitandas. Esse era o clima que inspirou a primeira feira livre realizada no Conjunto Habitacional “Isaura Pita Garms”, conhecido como Bauru 1, na manhã de ontem. O evento, realizado em caráter experimental contou com aproximadamente dez barracas de hortifrutigranjeiros, flores, alimentação e presentes.
Organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, em parceira com a associação de moradores do bairro, a feira atraiu diversas pessoas, que aproveitaram para fazer compras e também passear. É o caso da analista de sistemas Gislei Aparecida da Silva, que mora há cinco anos no Bauru 1. “Comprei chuchu, abobrinha, maçã, banana, enfim, produtos que vou precisar durante a semana”, diz ela, que compareceu ao local acompanhada dos filhos. A auxiliar de escritório Ednalva dos Santos, também aproveitou a feira para fazer “a compra da semana”. “Já levei verduras, legumes e frutas, e estou voltando para comprar plantas”, diz.
O objetivo, segundo Zoaldo de Santis, diretor de divisão de varejo da secretaria, é oferecer opções de compra para os moradores do Bauru 1, já que o bairro não conta com muitos supermercados ou lojas do setor alimentício. “O bairro fica meio deslocado da cidade. Por isso, nós resolvemos montar a feira, convidando feirantes e camelôs cadastrados na secretaria. Acho que ela está sendo bem aceita”, aponta.
A expectativa de Zoaldo é confirmada por grande parte do público e dos feirantes que participaram do evento. “O pessoal está visitando e comprando, é um bom começo para o primeiro dia de feira”, comemora Graziela Nery da Silva, dona de uma barraca com diversas opções de brinquedos e acessórios. Os feirantes Cleide Kataoka e Tadashi Kamorizuno, proprietários de uma barraca de legumes e de flores, respectivamente, concordam. “Estamos vendendo bem, graças a Deus”, revela ela. “Estou contente com o movimento de hoje (ontem)”, diz ele.
Lazer
Além de oferecer produtos frescos e de qualidade aos consumidores, a feira do Bauru 1 representa uma opção de lazer aos moradores do bairro, que aproveitaram o sábado de sol para passear ao ar livre. A auxiliar de escritório Regina Goulart levou o filho e o marido para experimentar os tradicionais pastéis “de feira”. “Chegamos um pouco tarde e não compramos nada ainda, mas já comemos uns pastéis”, conta ela, enquanto degustava um deles.
Enquanto isso, Elena Moroni, funcionária da barraca de pastéis, não parava de atender o público. “Estamos vendendo bem, o estoque já está acabando”, diz. O produto - um dos mais famosos nas feiras livres - também agradou Gislei da Silva. “Enquanto comprava, meus filhos aproveitaram para comer”, brinca.
Se depender da aceitação do público, o projeto de realização da feira livre no Bauru 1 deve se concretizar nas próximas semanas, transformando-se como a 26.ª feira livre da cidade.