A sessão da Câmara Municipal de Botucatu anteontem foi marcada pela polêmica em relação ao projeto de lei que extingüe o Fundo de Pensão Complementar dos Servidores Municipais. A proposta do Executivo municipal mobilizou servidores que lotaram a galeria do plenário do Legislativo municipal para pressionar os vereadores contra a aprovação do projeto.
A disputa entre servidores e prefeitura vem desde 2001, quando a administração paralisou os repasses de valores para o fundo de pensão, enquanto que os funcionários municipais continuaram a ter descontado o valor nos seus vencimentos.
Em uma situação pouco comum nas votações dos legislativos, o presidente da Casa, o vereador Luiz Rúbio, desempatou a votação, optando pela extinção do fundo. Emenda da bancada de apoio ao prefeito, Antonio Mário Ielo (PT), e outra da oposição foram rejeitadas pela Mesa Diretora, presidida por Rúbio. Essas foram as estratégias da bancada de apoio ao prefeito e da oposição antes que a votação chegasse a cinco votos favoráveis à extinção e cinco contrários.
Ao término da votação, os vereadores não foram poupados pelos servidores e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais.