O Instituto Adolfo Lutz confirmou, anteontem, mais um caso de leishmaniose humana em Bauru. O paciente é uma menina de 8 anos que mora na Vila Giunta e que já recebeu o tratamento indicado no Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo. Com a nova confirmação, sobe para nove o número de casos da doença em humanos neste ano em Bauru, com duas mortes.
No ano passado, foram registrados 28 casos da moléstia em humanos na cidade e três mortes. Em 2003, foram 17 casos e uma morte. A nova paciente chegou ao HE já com diagnóstico da doença, encaminhada pela Unimed, em março. A menina, de acordo com a assessoria de imprensa do HE, foi internada e com a melhora no quadro clínico foi, posteriormente, encaminhada para tratamento ambulatorial e já obteve alta.
A confirmação do caso como leishmaniose demorou porque, apesar do diagnóstico da rede privada de saúde, foi colhido material novamente, durante o tratamento médico, para novo exame, esclarece a assessoria do HE. O resultado só saiu nesta semana. Como em todos os casos de leishmaniose, a menina será monitorada pela Vigilância Sanitária por dois anos.
Os exames de sangue para diagnóstico de leishmaniose em humanos são realizados pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo - os de cães são feitos na unidade do instituto de Bauru. No início do ano, quando o tempo médio de espera pelos resultados dos testes em humanos era de um mês, o prefeito Tuga Angerami (PDT) chegou a pedir à Secretaria do Estado da Saúde o credenciamento da prefeitura para realizar os exames por conta própria.
Porém, o Instituto Adolfo Lutz reduziu o tempo de envio dos resultados dos testes, tornando desnecessário o município instalar um laboratório próprio para fazer os exames, segundo Mário Ramos de Paula e Silva, diretor do Departamento de Saúde Coletiva (DSC). “Hoje, os resultados negativos chegam em quatro dias”, frisa.
O maior volume de exames, no entanto, os de cães, são feitos pelo Adolfo Lutz de Bauru. Conforme dados da assessoria de imprensa da prefeitura, de janeiro a março deste ano o DSC constatou 222 cães com a doença entre 6.051 animais que fizeram exame.