Quem não gostaria de receber uma prova de amor?
Realizar alguma loucura só para mostrar para a pessoa o quanto a ama pode dar um gás ao romance e fortalecer os vínculos. Tem gente que faz isso sempre que tem uma oportunidade. Para outras pessoas, o ato é único e, por isso mesmo, marcante.
Como aconteceu com o casal Grazieli Guilherme Negri e Florian Tziminadis. Ela sabia que seu chá-de-cozinha seria agitado, mas não a tal ponto.
Grazieli diz que o noivo - agora marido - sempre foi muito reservado e não era a cara dele pagar esse tipo de “mico”. Depois de dançar com o bichinho animado, meio sem-graça, sem saber se era o noivo ou só um ator contratado para animar a festa, Grazieli teve a certeza que precisava. “Ele abaixou para pegar um papel no chão e apareceu a correntinha que ele costuma usar no pescoço.”
A partir daí, foi aquela emoção: beijos, abraços e um carro de som no meio da rua com direito a declaração de amor e tudo! “Foi a maior prova de amor que recebi”, diz Grazieli.
Eles casaram-se no último dia 7 de maio, depois de cinco anos de namoro.
Vôo panorâmico e brinde
Loucuras de amor fazem parte do relacionamento do casal Angelina Aparecida Gonçalves e Maurício Uemura Shintati. Eles estão juntos há 10 anos, mas parece que acabaram de se conhecer, tamanho é o carinho e a empolgação que um tem pelo outro. É “Lindo” pra cá, “Lindo" pra lá, uma coisa bonita de se ver.
A criatividade dos dois está sempre em alta. No ano passado, por exemplo, o presente que Angelina ganhou de Maurício foi um vôo panorâmico por Bauru. Detalhe: surpresa!
“Eu sabia que ela iria gostar. Deixei tudo preparado, convidei-a para dar uma volta de carro e, sem que ela se desse conta, me dirigi para o aeroporto. Chegando lá, entramos no avião e passeamos pela cidade”, diz o namorado.
Ela diz que até desconfiou que ele estava aprontando alguma coisa, mas não sabia que seria isso. “Foi uma delícia. Fiquei emocionada”, conta.
Angelina também costuma investir na criatividade para deixar claro todo o seu amor. Maurício sempre passa alguns dias em São Paulo a trabalho. Lá eles saem para curtir a noite paulistana e, com certa freqüência, vão a uma cervejaria.
Certo dia, ela - em Bauru - ligou para ele - em São Paulo - e falou que eles tinham ganho um brinde da cervejaria e que teria de ir buscá-lo a tal hora na casa noturna. O rapaz avisou que não poderia ir, pois já tinha combinado de ir na casa de uma amiga. Angelina, então, ligou para a menina e pediu para ela desmarcar o compromisso.
Toda essa “armação” tinha um motivo. O brinde, no caso, era ela. “Fui para São Paulo no ônibus das 14h. Cheguei lá, fiquei escondida na cervejaria. Os garçons eram conhecidos nossos e deram cobertura. Quando ele chegou para receber o brinde, eu apareci”, destaca a namorada.
Ela conta que ficou apenas duas horas com ele, pegou o ônibus das 21h e voltou para Bauru, pois tinha que trabalhar no dia seguinte. “Ele adorou a surpresa!”
Minha história
Uma declaração de amor no jornal. Foi assim que a auxiliar administrativo Adriana Curriel Santos reconquistou o coração do designer Edmilson Chaves. Ela conta que, em 1996, os dois estavam separados e ela não sabia como mostrar para ele que queria reatar o romance.
Então, teve a idéia de escrever uma carta para a coluna “Minha História”, do Caderno Ser do JC, destacando os apelidos carinhosos que os dois costumam se chamar.
“Na época, ele estava com outra pessoa, mas mesmo assim eu achei que valeria a pena”, conta Adriana.
Para ter certeza de que ele iria ler a carta, ela recortou o jornal e enviou para o trabalho dele. O resultado não foi imediato, pois ele ainda tinha de acertar algumas arestas na sua vida afetiva.
Adriana, então, decidiu investir em si mesma e foi viver a sua vida. Passado algum tempo, ela estava dando uma volta de carro pela cidade e deu de cara com Edmilson. O encontro mexeu com o coração dos dois. Na ocasião, ele estava terminando o relacionamento que tinha com a outra pessoa. “Passou quase um ano entre a publicação da carta e a nossa volta, mas valeu a pena”, conta.
Os dois estão juntos e felizes até hoje. São casados e pais das gêmeas Júlia e Luísa, que têm quase 6 anos.
Loucuras de amor no orkut
• Cristiane
"Minha maior loucura foi me apaixonar. Conheci o meu amor pela Inter-net. Eu e ele éramos casados (eu há oito anos e ele há cinco). Largamos tudo um pelo outro. Estamos muito felizes. O problema é a distância que nos separa: 466 quilômetros."
• Saulo
"Eu amava uma menina loucamente. Já tinha ficado com ela algumas vezes, mas não tinha dado certo. A coisa começou a esquentar depois de um acampamento, quando ela me disse que ia mudar de Estado para estudar e ia ficar quase um ano fora. Pirei. Eu tinha de me declarar a qualquer custo e ganhar um último beijo. Eu morava bem longe da casa dela. Na noite anterior à viagem dela (ela ia embora às 5h), pedi o carro para minha mãe, mas ela não quis emprestar. Bateu o desespero. Falei em casa que ia na casa de um amigo, mas já era tarde para ir a pé até a casa dela. Enquanto estava andando, vi uma moto parada em um local deserto e, sem pensar duas vezes, peguei uma chave mixa (falsa, serve pra tudo) que eu tinha no meu chaveiro, liguei a moto e sai correndo alucinado. Roubei mesmo! Ou melhor, peguei emprestada. Cheguei na casa dela branco que nem papel. Ela saiu de pijama, sem entender nada. Expliquei a parada toda, levei a maior bronca, mas deu certo. No fim, ela gostou, me declarei e ganhei o beijo sonhado. Deixei a moto em um terreno perto de onde a tinha pêgo e voltei um bom pedaço a pé, as pernas tremendo ainda. Mas tinha valido a pena!"
• Daniel
"Não posso dizer que foi uma loucura extrema, mas no dia do aniversário da minha namorada a levei para jantar em Campos do Jordão. Foi muito louco, muito lindo, apesar de enfrentar 400 quilômetros de estrada numa noite."
• Line
"Marquei a data de casamento com apenas 15 dias de namoro. Quer loucura mais absurda que esta? Está sendo a loucura mais sensata da minha vida."
• Lu
"A minha loucura de amor foi engraçada e romântica. Eu queria fazer uma coisa diferente, então, escrevi uma linda poesia em um papel todo trabalhado, coloquei junto de um cravo e fui na fábrica onde ele trabalhava para colocar na bicicleta dele (isso já tem uns seis anos). Chegando no estacionamento, tinha umas 20 bikes como a dele. Uma delas, achei que era a do meu amor, colei com durex e fiquei do lado de fora espiando para ver a reação dele.
Foi aí que apareceu um senhor de mais ou menos 60 anos, pegou a bicicleta e viu o bilhete. Ficou surpreso e foi conversar com o guarda (que deve ter pensado que eu namorava o senhorzinho). Eu não sabia o que fazer. Ele jogou fora, vim embora e não contei nada para ninguém. Aquele senhor trabalhava junto com o meu cunhado e comentou sobre o bilhete. Ele assimilou os nomes e, como sabia do meu romantismo absurdo, descobriu tudo. Num almoço de família, ele revelou o ocorrido pra todo mundo e foram horas de risada na minha cara."