Tribuna do Leitor

Em defesa de padres


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Muito se noticia, em várias partes do mundo, os casos lamentáveis e tristes de pedofilia praticados por padres. Junto a tudo isso, existem também muitas práticas de atos sexuais com outros homens e mulheres, casadas ou não. Mas esquecemos que existe a razão fundamental para que tudo isso e mais coisas aconteçam, que é a desobediência à advertência divina, que é bem do princípio: “Não é bom que o homem esteja só” - Gênesis 2.18.

E, partindo da Igreja, a contrariedade para com o senhor Deus, é bem maior ainda, por impor a seres humanos normais uma vida de anormalidade que jamais se sustentará em todo o tempo. Toda Bíblia sagrada, em qualquer tradução, não aprova esta decisão e (esta) condição sobre-humana, inclusive para o sacerdócio do novo testamento, pois ele diz claramente: “É necessário, portanto, que o bispo (sacerdote) seja irrepreensível, esposo de uma só mulher... e que governe bem a sua própria casa... pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da Igreja de Deus? (apóstolo São Paulo, em sua primeira epístola a Timóteo, capítulo 3, versos 2, 4 e 5). E diz mais em 1.º Timóteo, cap. 4. 2, 3: “Pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizado a própria consciência, que proíbem o casamento...”.

Quanto aos votos feitos por esses padres, a própria Bíblia cognomina de votos de tolos, pois são feitos na contramão da vontade divina submetendo a uma camisa de força que não se sustentará - Provérbios 20.25. Tudo isso se faz para que a Igreja não tenha que manter a família de seus sacerdotes, mas, por outro lado, esta tem gastado altas somas para indenizar as famílias de crianças que foram abusadas por eles. Como aconteceu em uma cidade americana, onde a Igreja teve que desembolsar US$ 10 milhões.

A outra grande dificuldade que pesa muito para com os nossos padres é o grande assédio que sofrem por sua desenvoltura no sacerdócio. Isto também acontece aos outros religiosos como pastores evangélicos, que, pela crescente adesão à liberalidade e à luxúria, também às tais práticas: à prostituição e ao adultério. É bom esclarecermos que existe sim, a castidade proposital ou sublimação do sexo, ou ainda a chamada transmutação sexual, dos que trocam estas excitações naturais, focalizando-as e transferindo-as para certa dedicação religiosa, de trabalho ou de negócios.

Quanto a cada um de nós, não devemos fazer como a Igreja, que, no decorrer dos séculos se achou infalível e verdadeira, cometermos também as inquisições e condenações sumárias desses que são vítimas de suas próprias posições e convicções equivocadas, que por motivos outros, continuam na mesma, sem visualizar uma saída.

Carlos Roberto dos Santos - RG 43.681.098

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