Regional

Internato ganha versão moderna e profissionaliza mais

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Foi-se o tempo em que ficar em colégio interno era sinônimo de privações e castigos. Na versão contemporânea de internato, o jovem vai por vontade própria, não obrigado pelos pais. A imagem de reformatório foi abolida e a escola profissionalizante ganhou espaço. O isolamento é repelido pelos estabelecimentos, que dividem com os pais a responsabilidade pela educação do adolescente.

O telefone, tanto o fixo como o celular, e a Internet são os meios que os jovens internos têm à mão para se comunicar. A comunicação vai além da família e contempla namorados e namoradas de maneira que o interno não perca o contato com a comunidade de origem.

Na região de Bauru, os internos foram batizados de residentes e moram em escolas agrícolas, verdadeiras fazendas, onde fazem o ensino médio e profissionalizante nas áreas de pecuária, agricultura e florestal.

Com o mercado em alta para os técnicos, os alunos dessas escolas não têm dificuldades em encontrar trabalho em qualquer região do Brasil.

O mais interessante dos internatos é que eles suprem uma necessidade das pessoas menos abastadas: a mensalidade custa em média R$ 60,00. O governo do Estado arca com as despesas da escola, e os pais, com os custos da alimentação do aluno.

O estudante das escolas agrícolas custam em média ao Estado, segundo informações extra-oficiais, R$ 1,7 mil por ano. Um preso numa penitenciária tem um custo diário em torno de R$ 700,00.

Longe das ruas e cumprindo uma rotina de horários e metas, eles aprendem muito cedo a lidar com a teoria e prática. Ganham responsabilidade e amadurecem para a vida profissional. Em Garça, Vera Cruz e Jaú há escolas agrícolas que funcionam como semi-internatos e internatos. Cada uma com sua característica, coloca todos os anos no mercado de trabalho inúmeros profissionais habilitados.

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