Um salão de beleza no Núcleo Edson Francisco da Silva, o Bauru 16, foi completamente destruído por um incêndio provocado por ‘bombinhas’. O incidente ocorreu anteontem, por volta das 14h, no número 1-10 da rua Hermínia Semenzato Gonçalves.
O pequeno salão foi rapidamente tomado pelo fogo e os vizinhos se mobilizaram para apagar o incêndio, que ocorreu quando o comércio estava fechado. A proprietária do salão, Claudete Chaves Takao, ficou aflita com a notícia, em razão da sua família residir em imóvel nos fundos do estabelecimento. Cabeleireira há 18 anos, ela abriu o ponto comercial há apenas um ano.
De acordo com Takao, três crianças residentes nas proximidades confirmaram que jogaram bombinhas por um cano curto que possibilita a leitura do hidrômetro instalado no interior do salão. Os artefatos de pólvora teriam estourado justamente nas toalhas de pano que estavam no carrinho auxiliar. As chamas se propagaram para uma estante de vime presa na parede, onde eram acondicionados produtos de beleza, espalhando-se pelo local.
Na manhã de ontem, a proprietária não sabia dizer com exatidão o prejuízo e relacionava o que havia sido perdido. A cadeira de cabeleireira, avaliada em cerca de R$ 1.000,00, por exemplo, foi completamente destruída. Além disso, secadores elétricos, máquinas de corte de cabelo, bebedouro elétrico e todos materiais comuns a um salão tiveram perda total.
A cabeleireira passou mal ao ver seu estabelecimento destruído e teve de ser hospitalizada. Ontem, sob forte emoção, comentou que estava muito abatida pois, além da perda financeira, objetos que lembravam seu início na profissão também haviam sido queimados. “Isso é minha vida. É aqui que eu gosto de estar”, ressalta. Ela acrescenta que os pais dos menores já teriam assumido que irão reparar as perdas dos equipamentos e produtos.
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Fiscalização
Em Bauru, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) é o órgão responsável pela fiscalização de estabelecimentos que vendem fogos de artifícios e bombinhas. O alvará para comercialização do produto é expedido pela Delegacia Seccional. “Mas são poucos os locais autorizados a vendê-los”, alerta J.J. Cardia, delegado titular da DIG.
Por conta disso, Cardia orienta as pessoas para que denunciem pelo telefone 197 os locais que estejam comercializando irregularmente fogos de artifício e artefatos comuns ao período de festas juninas. Nessa época, segundo ele, esses produtos costumam ser vendidos nos bairros em quitandas, bares e carrinhos de ambulantes que vendem alimentos nas portas de escolas.
Cardia explica que apenas bombinhas com 0,02 miligramas de pólvora – conhecidas como traques – podem ser vendidas livremente. Artefatos com 2 gramas de explosivo só podem ser comercializados a maiores de 14 anos. Acima de seis gramas, apenas para maiores de idade.