Equipes das Secretarias de Obras e das Administrações Regionais (Sear) estiveram ontem no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000) realizando uma operação de recuperação das ruas do bairro. A ação de efeito paliativo foi determinada pela prefeitura com o objetivo de tornar as ruas transitáveis, segundo o titular da Sear, Nelson Ribeiro da Silva, o Fio. “Tínhamos registradas muitas reclamações referentes àquele bairro e não podíamos deixar a população penalizada”, destaca.
A situação do núcleo habitacional foi parar na Justiça (leia mais ao lado) devido à precariedade das obras de infra-estrutura. Enquanto a ação está tramitando, não havia expectativa de realizar operação de recape das ruas, já que a medida não resolveria o problema das erosões.
Como o sistema de coleta de águas pluviais está comprometido, por causa da instalação de galerias com declive acentuado, toda vez que chove o asfalto é arrancado das ruas, gerando novas erosões.
Apesar disso, Nelson Fio explica que a prefeitura decidiu fazer a operação tapa-buracos, mesmo correndo o risco de perder o serviço realizado. “Nós estamos jogando pedra, socando e colocando manta asfáltica para amenizar o problema enquanto não sai a decisão da Justiça”, ressalta.
No sistema de galeria, a prefeitura não vai mexer. O titular da Sear salienta que está prevista somente a limpeza dos tubos. O serviço no bairro deverá terminar na próxima semana.
Os moradores do núcleo ressaltam que a operação tapa-buracos é bem-vinda. No entanto, cobram mais eficiência nas obras. “Não adianta só ficar jogando pedra. Tem que arrumar as galerias”, diz a diarista Margareth Correia.
Ela mora no final da rua Luiz Marcílio Bernardo, bem próximo a uma erosão que, em fevereiro, feriu gravemente um menino de 10 anos que andava de bicicleta na rua.
Ontem, o buraco não existia mais. Caminhões e máquinas da prefeitura trabalhavam no local, jogando terra na cratera. “Ficou melhor assim, mas esse trabalho todo não vai durar muito tempo se não arrumarem o problema das águas”, salienta a moradora.
Já sua vizinha, a costureira Lúcia Helena Copi, diz que ficou mais tranqüila com o restabelecimento da rua, que estava intransitável devido à erosão. “Era até perigoso à noite, pois a gente tinha de passar devagar por causa do buraco.”
Ela acredita que a operação da prefeitura, embora provisória, já vai ajudar a melhorar as condições do bairro.