Na ação civil pública dos moradores do Núcleo Habitacional Quinta da Bela Olinda, o procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado salienta que, embora a CEF e a Cohab reconheçam os problemas do bairro, nada fizeram para solucioná-los.
Além de requisitar que sejam feitas obras para sanar os danos estruturais, o MPF solicita a remoção dos moradores das casas que apresentam riscos de desmoronamento para imóveis do mesmo porte alugados pelas rés da ação.
Também exige a suspensão das cobranças das prestações vencidas e a vencer, até que sejam feitos os reparos, bem como indenizaçãoo pelos danos morais e materiais dos moradores.
Os responsáveis pela construtura foram procurados pela reportagem, mas não foram localizados até o fechamento desta edição.
A presidente da associação de moradores do bairro, Matilde Estevan, questiona a aprovação da contrução do núcleo. “Eu gostaria de saber como aprovaram esse conjunto habitacional, sendo que ele possuía tantos problemas.”
Ela salienta que há casas que ficam abaixo do nível da rua, o que acarreta inundação nos dias de chuva. “Quando chove, a água invade as casas da parte mais baixa do bairro”, frisa.
Estevan destaca que a prestação das casas do bairro gira em torno de R$ 130,00, mas salienta que muitos moradores deixaram de pagar a dívida em virtude de todos os problemas apresentados nos imóveis. “Tem gente que abandonou a casa, foi embora do bairro, porque tem medo de morar aqui”, ressalta.
Com isso, além de todos os problemas estruturais, a população ainda precisa conviver com o abandono das casas e até invasões.